<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2011718975340212314</id><updated>2011-07-07T13:41:34.650-07:00</updated><title type='text'>Èle Agá</title><subtitle type='html'>coisas que Èle ainda teima em dizer</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://eleaga.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2011718975340212314/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eleaga.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Èle Agà</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07464871509997132826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Lr2BNxWpshc/SqfCvL6LPuI/AAAAAAAAAaE/5tzHJWQ5MxE/S220/15-11-07_1802.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>24</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2011718975340212314.post-8389224535720197707</id><published>2010-03-30T13:43:00.001-07:00</published><updated>2010-03-31T13:54:23.708-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;É, o que aconteceu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esquece essa baboseira de poema...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vai trabalhar, engole seu sonhos, infeliz...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esperança é para os fracos, os fortes somente sobrevivem na base do suor... isso sim te faz forte!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cresça, pague suas contas, viva escravizado pelo poder do dinheiro e pela maldade do tempo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aspire coisas que você nunca vai conseguir ter, carros que não vai conseguir comprar, casas em que não vai conseguir morar, países que nunca irá visitar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coloque os pés no chão... a vida é cruel!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acredita em Deus? Então espere até um terremoto derrubar o teto de uma igreja em sua cabeça, ou o chão se partir e você ser engolido pela Terra...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você está sozinho no mundo, pode gritar, ninguém vai te escutar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É assim mesmo, cada um por si e não tem Deus prá ninguém!&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2011718975340212314-8389224535720197707?l=eleaga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eleaga.blogspot.com/feeds/8389224535720197707/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2011718975340212314&amp;postID=8389224535720197707' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2011718975340212314/posts/default/8389224535720197707'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2011718975340212314/posts/default/8389224535720197707'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eleaga.blogspot.com/2010/03/e-o-que-aconteceu-esquece-essa.html' title=''/><author><name>Èle Agà</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07464871509997132826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Lr2BNxWpshc/SqfCvL6LPuI/AAAAAAAAAaE/5tzHJWQ5MxE/S220/15-11-07_1802.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2011718975340212314.post-6588672670558941380</id><published>2009-10-05T19:00:00.000-07:00</published><updated>2009-10-05T19:02:34.632-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>A gente chega em um certo momento da vida em que é impossível dar marcha-a-ré. Não adianta! Por mais que você queira engatar, você não consegue.&lt;br /&gt;Aí você tenta engatar primeira, mas o pedal da embreagem tá muito duro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que você faz? Fica em ponto-morto!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E depois de um bom tempo em ponto-morto, quem diz que você consegue engatar a primeira?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É difícil mesmo. Confesso!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dói pra esticar o braço até o câmbio, dói pra pisar na embreagem, dói pra ligar a seta. Quanto sofrimento!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E você pensa, putaquepariu, devia ter ficado em ponto-morto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí anda um pouquinho e volta pro ponto-morto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você se sente muito bem, e decide que não vai mais sair dali. Tá tudo muito bem, tudo muito ótimo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a vida segue assim, você enjoa de ficar parado, anda um pouco e volta pro ponto morto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, e a direção hidráulica? Os freios a disco? O teto solar? O motor cheio de cavalos? O air-bag?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ta esperando o que para usar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;L.H.&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;05/10/2009&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2011718975340212314-6588672670558941380?l=eleaga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eleaga.blogspot.com/feeds/6588672670558941380/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2011718975340212314&amp;postID=6588672670558941380' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2011718975340212314/posts/default/6588672670558941380'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2011718975340212314/posts/default/6588672670558941380'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eleaga.blogspot.com/2009/10/gente-chega-em-um-certo-momento-da-vida.html' title=''/><author><name>Èle Agà</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07464871509997132826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Lr2BNxWpshc/SqfCvL6LPuI/AAAAAAAAAaE/5tzHJWQ5MxE/S220/15-11-07_1802.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2011718975340212314.post-1888008374012223949</id><published>2009-09-09T08:04:00.000-07:00</published><updated>2009-09-09T08:06:47.223-07:00</updated><title type='text'>A Fotografia</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Pegou o álbum de fotos, folheou, folheou e encontrou a que procurava. Era uma praia, no verão, ao entardecer, com um arco-íris que riscava o céu de ponta a ponta. Todos estavam contentes, parecia que o mundo havia parado naquele dia. Toalhas estendidas no chão. Poucas cadeiras. Sorrisos e abraços. Um sentimento de conforto lhe acometia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma lágrima escorreu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanta saudade! Quanta vontade de voltar o calendário! O que mais impressionava, era que a fotografia não captara só o momento, captara também o sentimento no rosto de cada um. No centro estavam a Ana, Lúcio, João, Carol, Antonia, Vítor e Laura. No canto direito, ele com sua sunga furta-cor, cabelos compridos e encaracolados, um “White Power” como apelidaram, tamanho o “encaracolamento” dos cachos. Ela estava no canto esquerdo. Todos com sorrisos largos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra lágrima escorreu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O azul do céu lembrava os olhos dele. A pele bronzeada ficava esquisita contrastando com aquela sunga. Engraçado como a moda muda rapidamente. Todos de Ray-Ban Aviador. As meninas de biquíni de crochê e faixa colorida na cabeça. Cabelos soltos, ondulados, um pouco castigados pelo sol, o que dava um certo charme. Os meninos de sungão, com a barba por fazer e cabelo bagunçado. O que também dava um certo charme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E riu, colocando a mão na boca, abafando o som.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pegou a foto e a apertou junto ao peito, como se quisesse que ela entrasse em sua alma. Depois a beijou e passou a mão retirando a saliva que ficara. Sentiu muita saudade, muita. Enxugou as lágrimas que ensaiavam uma queda. Colocou o álbum de volta ao armário e pegou um porta-retrato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parou, tomou um pouco de fôlego, levantou e foi para o hall de entrada de seu apartamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhou novamente para ele e sua sunga furta-cor. Suspirou mais uma vez. Lembrou dos beijos. Dos carinhos. Dos amassos e suspirou mais fundo dessa vez. Como ele era quente, carinhoso, amável. Que pele ótima ele tinha, que química. E suspirou mais uma vez deixando as lágrimas rolarem até caírem sobre o balcão em que se apoiava. Colocou a foto no porta-retrato e o colocou num lugar de destaque no balcão. Ficou perfeito. Que momento lindo. Que lembrança! Quanta lembrança! Ufa...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A porta se abre. Seu marido chega. Ela olha feliz para ele e mostra a foto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Oi querida... nossa, onde você achou essa foto? Que saudade!!! Olha toda a turma aqui! Como o pessoal mudou.&lt;/em&gt; E riu alto. &lt;em&gt;Olha a Ana, como estava magra; o Lúcio como tinha cabelo ainda; o João e a sua napa inconfundível; a Carol como sempre com esse sorrisinho falso; a Antonia e o cabelão de sempre; o Vítor e a Laura mais grudados do que nunca.&lt;/em&gt; E riu de novo. &lt;em&gt;Onde você achou essa foto?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Achei meio sem querer, no meio de outras fotos, num álbum antigo...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Olha você aqui... sabe, ainda vejo a mesma mulher com quem eu me casei...você só melhorou com o tempo meu amor...&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Obrigada meu bem...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Cadê a data? Aqui... a gente tinha acabado de ficar noivo né?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;-&lt;em&gt; Sim querido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Putz! Olha o White aqui... e essa sunga?!?!.&lt;/em&gt; Riu mais alto ainda ao lembrar-se da sunga. &lt;em&gt;Que saudade desse cara... não gosto nem de lembrar... até esses dias estava com a gente... Maldito câncer... bem que eu avisei várias vezes que o cigarro ia acabar com ele... mas... grande amigo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É... grande amigo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ainda bem que eu estava batendo a foto... não ia querer que você me visse e me comparasse com o gordo de hoje.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;E riu mais uma vez.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;L.H.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;22.05.2009&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2011718975340212314-1888008374012223949?l=eleaga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eleaga.blogspot.com/feeds/1888008374012223949/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2011718975340212314&amp;postID=1888008374012223949' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2011718975340212314/posts/default/1888008374012223949'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2011718975340212314/posts/default/1888008374012223949'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eleaga.blogspot.com/2009/09/fotografia.html' title='A Fotografia'/><author><name>Èle Agà</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07464871509997132826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Lr2BNxWpshc/SqfCvL6LPuI/AAAAAAAAAaE/5tzHJWQ5MxE/S220/15-11-07_1802.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2011718975340212314.post-8012652625848994931</id><published>2009-09-08T21:26:00.000-07:00</published><updated>2009-09-08T21:32:32.249-07:00</updated><title type='text'>Salvador?</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;(Parte IX)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Salvador sai em busca de informações precisas sobre Francisco. Em que pese os documentos pessoais estarem OK, o desespero de Maciel lhe alimentava uma certa insegurança sobre seu ex-cliente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vários telefonemas foram dados para os amigos delegados e nada de suspeito naquele homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começou a acreditar que a insegurança alimentada não passava só de um simples desespero sentido por Maciel pelo remorso que talvez sentira em não ter entregado o assassino à polícia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tentou os amigos que trabalhavam em delegacias de outros estados e cidades, tentou procurar familiares, mas nada encontrou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de algumas semanas resolveu ligar para Maciel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Alô, Maciel?&lt;br /&gt;- Oi Salva...&lt;br /&gt;- Cara... não encontrei nada sobre o Francisco... nem aqui, nem nas cidades vizinhas, nem em outros estados...&lt;br /&gt;- Hum... será que o nome dele é Francisco mesmo?&lt;br /&gt;- Olha, chequei a veracidade dos documentos e estão ok... RG, CPF, Diploma, Carteira de motorista, tudo nos conformes...&lt;br /&gt;- Você achou a certidão de nascimento dele?&lt;br /&gt;- Sim, e está correta também...&lt;br /&gt;- Viu o nome dos pais deles?&lt;br /&gt;- Vi e não achei nenhum parente aqui na cidade... nem ele está mais no endereço que me deu...&lt;br /&gt;- Então... esse é um indício da mentira desse cara... tenho certeza que algo estranho tem nesse cara...&lt;br /&gt;- Calma Maciel, já virei a vida dele de cabeça para baixo... ele pode ter mentido uma coisa ou outra... mas acho que não é motivo para desespero...&lt;br /&gt;- É sim Salva... esse cara vai matar de novo... pode ser que não seja amanhã, ou daqui um ano... mas ele vai matar...&lt;br /&gt;-  Posso te pedir uma coisa?&lt;br /&gt;-  Claro...&lt;br /&gt;-  Vamos esquecer isso vai... to com muito mais coisas para me preocupar... tentei o que pude, conforme você me pediu... mas fica difícil continuar porque eu não tenho nada de concreto em mãos...&lt;br /&gt;-  Você quem sabe meu amigo... eu entendo que você tem seus afazeres... mas... tudo bem, obrigado por ter se esforçado...&lt;br /&gt;-  Você sabe que sempre estou pronto para atender seus pedidos né... fiz o que pude... minha consciência está tranqüila... vamos tocar a vida, é o melhor que temos a fazer...&lt;br /&gt;- Tá certo... é isso aí... vamos em frente... obrigado meu amigo...&lt;br /&gt;- Abraços!&lt;br /&gt;- Abraços!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim, Salvador encerrava definitivamente o caso de Francisco. Passou a cuidar da reforma de seu escritório e dos demais casos, com o mesmo ímpeto de sempre. Tudo voltava ao normal, à adorada rotina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quase esquecendo que possuía família, uma ligação de seu pai o fez lembrar dela. Era uma intimação para almoçar na casa deles no domingo. Iriam ter uma visita, como seu pai mesmo lhe disse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[ ]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O domingo chegou, Salvador estacionou seu carro no outro lado da rua, porque no seu lugar costumeiro estava estacionada uma camionete, aquela mesmo que havia visto naquele dia em que foi buscar o rapé na casa de seu pai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficou intrigado. Tocou a campainha, sua mãe abriu a porta e foi logo dizendo que tinham visita. Se sentiu um pouco apreensivo, porque não lhe diziam quem era a visita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desceu as escadas e chegou na churrasqueira. A visita era um convidado de sua irmã. Ela estava apresentando o namorado para a família. Finalmente ele o apresentara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parecia ser um bom rapaz, pelo menos essa era a impressão que havia ficado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois do almoço, resolveu deitar-se e acabou cochilando a tarde inteira. Como fazia quando ainda era apenas um adolescente. Acordou, acabou ficando para o jantar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por um momento, enquanto seus pais interrogavam o rapaz, ficou observando as expressões de sua irmã. Estava contente e totalmente sem graça pelas perguntas feitas pelo seu pai ao namorado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prestou um pouco mais de atenção em sua mãe, percebeu o quanto ela ainda aparentava ser jovem. Poucas rugas, uma pele bem tratada, um corpo até que em forma. Parecia uma mulher de pouco mais de 35 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois reparou em seu pai, que também estava muito bem. Fazia freqüentemente exercícios, cuidava da saúde, da alimentação, havia cortado os excessos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eram dois exemplos, como os pais devem ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de todas as observações, interrompeu o interrogatório para comunicar sua despedida. Dentre os “fica mais um pouco”, “ainda tá cedo” e “vê se aparece mais vezes filho”, acabou por conseguir ir embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passados alguns meses, seu pai liga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Filho, sua irmã sumiu... não aparece já faz um dia...&lt;br /&gt;- Meu Deus, o que aconteceu pai?&lt;br /&gt;- Não sei... ela disse que ia sair com o namorado e até agora nada... ligo no celular dela e cai direto na caixa postal ou ela desliga...&lt;br /&gt;- E a mãe? Como está?&lt;br /&gt;- Sua mãe foi viajar com uma amiga, no começo da semana, achei que ela tivesse te ligado...&lt;br /&gt;- Não... não ligou... mas o senhor conversou com ela?&lt;br /&gt;- Então fazem dois dias que não falo com ela, o celular só dá caixa postal... tentei no da amiga... mas tá na mesma situação...&lt;br /&gt;- Bom, espera ela ligar, deve estar fora de área... ela vai ficar maluca quando souber... eu vou atrás da Miriam...&lt;br /&gt;- Tenta ver se você consegue o telefone de alguma amiga... do namorado... porque ela não deixou o telefone dele...&lt;br /&gt;- Ta, deixa comigo...&lt;br /&gt;- Eu vou na polícia fazer o B.O.&lt;br /&gt;- Tá bom, te encontro lá!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim, Salvador ruma para o cursinho em que sua irmã estudava. Chegando lá, pergunta por ela e por suas amigas. Mas as mesmas só dizem que ela não tinha ido ao cursinho ontem. Perguntou sobre o namorado dela e disseram que ele tinha ido viajar para a cidade dos pais e ainda não havia voltado, mas que haviam ligado a pouco para ele, para perguntar sobre a amiga, e disseram que ele achou estranho e que já estava voltando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Salvador suava, suas pernas tremiam... pensou logo no que Maciel havia dito “ele vai voltar a matar”, imaginou que Francisco estivesse envolvido. Pegou o celular e resolveu ligar para Miriam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tocou uma, duas, três vezes e nada dela atender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sabia mais o que fazer. Colocou o celular no bolso da camisa e decidiu ir em direção aos lugares que sua irmã costumava freqüentar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de alguns minutos sente o celular vibrar em seu peito. Era sua irmã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Alô menina! Você ta louca? Onde você tá? Ta todo mundo louco atrás de você!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela não respondeu nada, apenas se ouvia o seu choro, entre inúmeros soluços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Fala comigo Miriam... onde você está? Não importa o que aconteceu, eu vou te buscar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela continuava sem dizer uma palavra, somente o choro desesperador e os soluços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Meu deus Miriam, acaba com a minha agonia... me diz onde você está... por favor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Salvador começa a chorar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Minha irmãzinha, o que fizeram com você? – Dizia Salvador com a voz embargada...&lt;br /&gt;- Mano – disse Miriam entre soluços – vem aqui, eu preciso de você...&lt;br /&gt;- Eu vou... me diz onde você está...&lt;br /&gt;- Eu não sei... eu tô meio perdida...&lt;br /&gt;- Me explica como você chegou aí... tem alguém por perto?&lt;br /&gt;- Não tem ninguém... tô sozinha – e a voz ficava cada vez mais desesperada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com muito custo, Salvador consegue identificar o local em que sua irmã estava, ligou em seguida para seu pai, e disse que ia buscá-la e que era para esperá-lo em casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cada quilômetro rodado, o coração de Salvador ficava mais apertado. Miriam estava no mesmo campo onde havia encontrado o corpo de Rita. A voz de Maciel não parava de ecoar em sua cabeça “ele irá matar”, “ele irá matar novamente”, “pode ser que não seja amanhã, ou daqui um ano... mas ele vai matar...”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aumentou o volume do rádio, mas de nada adiantava. Sua consciência estava sendo impiedosa naquele momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jurou para si mesmo que caso Francisco tivesse feito algo para sua irmã, iria matá-lo com as próprias mãos. Sentiu um ódio que nunca havia sentido em toda sua vida e, por pouco, não se envolve em um acidente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegando ao local, parou o carro e sua irmã veio correndo ao seu encontro. Ela estava inconsolável e suja de sangue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraçou-o com muita força, e a todo momento Salvador perguntava o que tinha acontecido. Queria saber quem a deixou ali, quem a havia machucado, porque estava tão desesperada...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que aconteceu Miriam? Você está machucada?&lt;br /&gt;- Não... não estou..&lt;br /&gt;- Mas de quem é esse sangue? Não é seu?&lt;br /&gt;- Não!&lt;br /&gt;- É de quem???&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse momento Miriam pega a mão de Salvador e o puxa em direção ao centro do milharal, chorando muito, mas sem responder as perguntas feitas por ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegando ao local, viu pedaços de vestido rasgado, viu também uma mulher nua, amordaçada, com amarras nos pés e nas mãos. As amarras eram feitas com pedaços do vestido rasgado. Olhando bem, parecia o corpo de Rita. Os ferimentos eram idênticos. A posição era a mesma. Olhou novamente mais atentamente para o rosto da mulher. Não acreditou. Era sua mãe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficou desesperado. Desamarrou as mãos, os pés, tirou a mordaça. Mas não adiantava mais. Sua mãe já havia morrido asfixiada. Pelo menos é o que parecia através da marca em volta do pescoço. Os bicos dos seios haviam sido arrancados. Pelo corpo haviam marcas de mordidas, arranhões e inúmeros hematomas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não acreditava. Olhava, olhava, chacoalhava o cadáver. Não poderia ser sua mãe, ela estava viajando. Não era ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-         Miriam, não pode ser!&lt;br /&gt;-         É sim...&lt;br /&gt;-         Mas ela não tinha ido viajar com uma amiga?&lt;br /&gt;-         Ela foi viajar... mas não com a amiga...&lt;br /&gt;-         Como assim? Meu deus... pára... não pode ser... chama uma ambulância logo caralho!&lt;br /&gt;-         Já chamei...&lt;br /&gt;-         Liga de novo porra!&lt;br /&gt;-         Eu já liguei – disse Miriam acabando-se em prantos inconsoláveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava impotente diante de tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dias depois Miriam lhe confessara que sua mãe estava tendo um caso com um homem mais novo. Estava tão distante de sua família que não conseguia perceber os dois pilares de sustentação da família estavam rachados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tentou encontrar Francisco, mas Francisco já não existia mais. Seus registros não existiam mais. Não havia uma foto sequer. Nada. Nem um deslize do maldito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não conseguia mais dormir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abandonou a carreira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abandonou a profissão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abandonou a si mesmo.&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;*** FIM ***&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2011718975340212314-8012652625848994931?l=eleaga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eleaga.blogspot.com/feeds/8012652625848994931/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2011718975340212314&amp;postID=8012652625848994931' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2011718975340212314/posts/default/8012652625848994931'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2011718975340212314/posts/default/8012652625848994931'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eleaga.blogspot.com/2009/09/salvador.html' title='Salvador?'/><author><name>Èle Agà</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07464871509997132826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Lr2BNxWpshc/SqfCvL6LPuI/AAAAAAAAAaE/5tzHJWQ5MxE/S220/15-11-07_1802.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2011718975340212314.post-3062623847383300105</id><published>2009-06-08T10:40:00.000-07:00</published><updated>2009-06-08T10:43:19.661-07:00</updated><title type='text'>Salvador?</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;(Parte VIII)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após a saída de seu amigo, Salvador liga para Francisco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Francisco?!&lt;br /&gt;- Oi doutor, alguma novidade?&lt;br /&gt;- Nenhuma até o momento... você poderia vir até meu escritório agora?&lt;br /&gt;- Sim, estou passando aí por perto mesmo.&lt;br /&gt;- Estou te aguardando.&lt;br /&gt;- Ok.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já em sua sala, Francisco é orientado por Salvador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Olha, até agora parece que não há sinais de que a investigação tenha achado o corpo de Rita...&lt;br /&gt;- E o que acontecerá agora doutor?&lt;br /&gt;- Olha, como não acharam o corpo, é provável que se encontrarem alguma mensagem sua para ela, ou alguma ligação, o delegado irá te intimar para prestar depoimento.&lt;br /&gt;- Entendi... mas, eu não gostaria de ser preso doutor...&lt;br /&gt;- Fique calmo... você não será preso... será intimado a depor somente.&lt;br /&gt;- Tudo bem... eu tenho uma viagem marcada essa semana, coisa do trabalho, posso ir sem problema?&lt;br /&gt;- Pode ir sem problema, acredito que não irão encontrar nada que ligue você à Rita, assim, no dia que estiver de volta, me ligue para saber das novidades...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Francisco despede-se e Salvador volta à sua rotina normal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante a semana, Salvador sempre dava um jeito de saber sobre o andamento do inquérito, mas não havia nada de novidades a respeito do desaparecimento de Rita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inquieto com a situação do inquérito, Salvador decide ir até o local do crime para averiguar se alguém havia encontrado o cadáver ou seus restos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegando ao local, verificou que o milharal já não estava mais lá, era época de colheita!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com isso, teve a certeza de que alguém haveria de encontrar o cadáver. Seria impossível não notarem uma pessoa morta no meio da colheita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegando próximo ao local do crime, foi conversar com alguns homens que estavam recolhendo algumas espigas resistentes à colheitadeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Bom dia, os senhores podem me informar se é esse terreno que está à venda?&lt;br /&gt;- Bom dia... óia, num to sabendo de nada não, nóis é contratado por dia, num sei nem quem é o dono...&lt;br /&gt;- Ah sim... obrigado e bom trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Despede-se dos homens, e segue mais um pouco pela estrada até avistar um senhor que não aparentava ser um bóia-fria. Parou o carro perto dele e tentou iniciar um diálogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Bom dia, o senhor sabe quem é o dono dessas terras?&lt;br /&gt;- Sou eu mesmo... porque?&lt;br /&gt;- É que um boi meu escapou por esses dias, então tava perguntando por aí se haviam visto...&lt;br /&gt;- Olha rapaz, o capataz tinha me avisado que umas semanas atrás um boi invadiu o milharal, e como o bicho tava bravo... teve que acabar com ele na espingarda mesmo... mas, eu não sabia que o boi era seu... achei que fosse do vizinho... e como não me dou bem com ele, nem falei nada... Mas, você me desculpe viu, vamos ver como eu posso acertar essa situação com você...&lt;br /&gt;- Não senhor, eu é que lhe devo desculpas, acho que causei certo prejuízo com o milho aí, né?&lt;br /&gt;- Olha, acho que prejuízo nós dois tivemos, e esse prejuízo tá meio parelho hein, pela quantidade de milho que o boi comeu... O que acha da gente deixar elas por elas?&lt;br /&gt;- Por mim tudo bem... já que estamos acertados preciso ir, estou atrasado... me desculpe a pressa, tenho um compromisso marcado para daqui a pouco, foi um prazer conhecer o senhor!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se despediu do homem, e, ao entrar no carro, escuta um chamado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Viu rapaz! Foi um ou dois bois? Porque o rapaz que tava operando a colheitadeira acabou passando por cima de duas ossadas... ele tava fazendo a colheita no meio da noite e percebeu só quando já estava em cima da ossada...&lt;br /&gt;- Olha, acho que seu capataz acabou matando o boi do vizinho também hein (e deu uma leve risada).&lt;br /&gt;- É, pode ser... você acabou de comprar terra por essas bandas? Nunca te vi por aqui!&lt;br /&gt;- Na verdade foi meu pai quem comprou, como ele está viajando, pediu que eu viesse dar uma averiguada por aqui... para ver se encontrava o boi...&lt;br /&gt;- Ah sim... bom, se precisar de alguma coisa, estou a disposição, meu nome é Ronaldo Romão, estou toda semana por aqui...&lt;br /&gt;- Opa... desculpe não me apresentar... meu nome é André... assim que meu pai chegar eu apareço com ele por aqui e a gente conversa mais... me desculpe pelo inconveniente causado mais uma vez... abraços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dessa vez, despediu-se definitivamente do homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando ao escritório, estava agora com a certeza de que não conseguiriam incriminar Francisco. O corpo da vítima havia desaparecido. Mesmo que investigassem as chamadas do celular, e as mensagens do computador de Rita, nada indicaria que houvera um assassinato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deu-se por satisfeito, até então.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Iniciada uma nova semana, Lucélia avisa que Francisco virá na parte da tarde.&lt;br /&gt;Chegando, Francisco entra na sala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Bom dia doutor, tem novidades?&lt;br /&gt;- Bom dia Francisco, tenho sim. E são ótimas por sinal.&lt;br /&gt;- O que pode ter de ótimo?&lt;br /&gt;- Andei investigando, fizeram a colheita do milho no local do crime, e a ossada de Rita foi triturada por uma colheitadeira. A de Rita, e a de um boi morto. Ou seja, sem o corpo, a polícia vai constatar um simples desaparecimento e não um assassinato, o que livra você de qualquer acusação.&lt;br /&gt;- Mas e as ligações? Os recados no computador?&lt;br /&gt;- Olha Francisco, pelo que você me disse, vocês estavam iniciando um romance não é? O que há de mal nisso? Nada! Entendeu?&lt;br /&gt;- Sim...&lt;br /&gt;- Então, pode voltar à sua rotina normal, e, caso seja intimado a depor, você compareça aqui para que eu possa te dar mais algumas orientações.&lt;br /&gt;- Com certeza. Muito obrigado por tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, Francisco despede-se e sai da sala. Salvador volta, também, à sua rotina normal. Aliviado pelo caso ter tido uma ótima solução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após dois meses de iniciadas as investigações, o delegado não consegue concluir o inquérito sobre o desaparecimento de Rita. Não haviam encontrado o corpo, muito menos investigado os computadores da empresa onde ela trabalhava. Nem as ligações recebidas por Rita foram investigadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A imprensa não havia dado muita repercussão para o caso, uma vez que tratava-se de mais um caso de desaparecimento, mais um que virava número de estatística.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que a imprensa marrom noticiara o desaparecimento com certo alvoroço, levando os filhos e os parentes de Rita para chorar em frente às câmeras. Mas não havia pressão no trabalho da polícia para solucionar o caso. Já haviam ouvido o depoimento do ex-marido de Rita, dos colegas de trabalho e de alguns parentes, no entanto, nada conclusivo. Ou seja, o culpado pelo desaparecimento de Rita, até então, era a mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passado mais um mês, o inquérito caiu no esquecimento, e ao tentar obter algumas informações a respeito do mesmo, Salvador ligou para a delegacia e ficou sabendo que o inquérito havia se encerrado. Como já havia sido noticiado na imprensa, Salvador poderia se passar por mais um curioso, sem que o delegado desconfiasse de inúmeros questionamentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como o inquérito estava encerrado, Salvador comunicou Francisco que o caso havia se encerrado, e, que eles não corria mais perigo algum. Francisco agradeceu e despediu-se dizendo que iria até o escritório acertar o restante dos honorários. E, assim aconteceu. Salvador encerrou o caso e mandou-o para o arquivo morto, junto com os demais casos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas semanas após o encerramento sobre o caso, Salvador, que estava em seu apartamento, recebe uma visita inesperada. Era Maciel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Salva, podemos conversar um pouco?&lt;br /&gt;- Claro Maciel, entra. Vá sentando, vou pegar umas cervejas...&lt;br /&gt;- Não estou conseguindo dormir...&lt;br /&gt;- Mas o que está acontecendo? É alguma coisa o trabalho?&lt;br /&gt;- Não, é a respeito do caso do Francisco... não consigo ver mais aquela família chorando pelo desaparecimento de Rita... os filhos na TV... vi outro dia... estão desesperados pela volta da mãe... a imagem não me sai da cabeça...&lt;br /&gt;- Relaxa cara... não se preocupe com isso...&lt;br /&gt;- Como não vou me preocupar? A gente sabe o que aconteceu com a mulher... eu sei, você sabe... ela não sumiu, Salva!&lt;br /&gt;- Vou te confessar uma coisa, eu também fiquei abalado depois que vi o cadáver da mulher... parecia que havia sido atacada por um bicho... pensei que fosse impossível que um ser humano pudesse causar tanta crueldade à alguém... pensei até em abandonar o caso... como você me pediu...&lt;br /&gt;- Tá vendo, esse cara é um monstro... ele não é normal, ele precisa de tratamento... precisa ficar longe das pessoas...&lt;br /&gt;- É, mas depois da análise que você fez nele, percebi que ele não é culpado por ser assim...&lt;br /&gt;- Como não Salvador? Ele é culpado sim, ele sabia o que estava fazendo a todo momento...&lt;br /&gt;- Maciel, os culpados são os pais... eles que fizeram com que o menino crescesse tão cruel...&lt;br /&gt;- Sim, mas a sociedade não pode pagar pelos erros... não pode sofrer as conseqüências dessa má-criação!!! Ele irá fazer novamente... eu tenho certeza...&lt;br /&gt;- Mas o que a gente pode fazer então? A segurança pública é uma responsabilidade da polícia, não nossa!&lt;br /&gt;- Acho que deveríamos entregar esse cara à polícia...&lt;br /&gt;- Como assim Maciel? Não posso fazer isso... é totalmente antiético... mesmo que eu quisesse... eu não posso fazer isso...&lt;br /&gt;- Claro que pode... um telefonema anônimo... uma carta anônima... sei lá... você, melhor que ninguém, sabe como fazer...&lt;br /&gt;- Mesmo que eu quisesse entregar o cara, nós não temos provas que o incrimine...&lt;br /&gt;- Como não?!?! E a fita que você gravou com a confissão dele???&lt;br /&gt;- Eu não posso fazer isso... isso não é uma prova... é material meu... não posso enviar isso à polícia... nem mesmo a polícia pode tirá-lo de mim...&lt;br /&gt;- Meu Deus Salvador! Pense nessa família sofrendo... pense nos filhos dessa mulher... olha o desespero das crianças...&lt;br /&gt;- Maciel, eu como advogado não posso me envolver emocionalmente com esses casos... é a minha função... não posso entregar meu cliente...&lt;br /&gt;- Mas o cara precisa ser preso... ele vai voltar a matar... imagina se ele mata a sua irmã? O que você ia fazer? Entregar o cara na hora! Tenho certeza disso...&lt;br /&gt;- Maciel, já disse que não posso agir como se estivesse envolvido emocionalmente com o caso... infelizmente essas coisas acontecem... e podem acontecer com qualquer um... com qualquer família...&lt;br /&gt;- Mas você vai ficar indiferente a essa situação? Você pode tirar um criminoso das ruas e colocar a sociedade fora de risco...&lt;br /&gt;- Maciel... você tá bem? Eu não sou o salvador da pátria não... a polícia que tem o trabalho de fazer isso... o meu dever está bem definido...&lt;br /&gt;- Bom, já vi que você está irredutível... infelizmente...&lt;br /&gt;- Que isso meu amigo... porque está agindo dessa forma comigo? Até parece que sou culpado por esse crime.&lt;br /&gt;- Nesse crime você não tem culpa... mas no próximo com certeza terá... você está sendo omisso...&lt;br /&gt;- Meu deus!!! Olha... não quero brigar com você... te conheço há tanto tempo... é um irmão para mim...&lt;br /&gt;- Eu também não quero brigar com você, mas também não quero ser um dos responsáveis por deixar esse maníaco a solta... eu preciso fazer algo e você também precisa fazer...&lt;br /&gt;- Tudo bem... tudo bem... o que você acha que pode ser feito, sem envolver a polícia, é claro!&lt;br /&gt;- A gente precisa internar esse cara...&lt;br /&gt;- Como internar? Ele precisaria consentir, a família precisaria...&lt;br /&gt;- Que família?!?!?! Eu não te disse que ele fugiu de casa com 11 anos e passou a viver em orfanatos???&lt;br /&gt;- Ele relatou que morava com a mãe... será que ele foi adotado?&lt;br /&gt;- Claro que não... é uma mentira dele... não disse que esse cara ia mentir para você...&lt;br /&gt;- Calma, ele pode ter sido adotado por alguma mulher, oras...&lt;br /&gt;- Salva, eu avisei que ele poderia mentir para você...&lt;br /&gt;- Olha, vamos fazer o seguinte, amanhã eu verifico o endereço dele, vejo quem mora com ele e a gente estuda um plano prá internar esse cara tá bom assim?&lt;br /&gt;- Por enquanto é o que podemos fazer não é?&lt;br /&gt;- É, só podemos fazer isso...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maciel despede-se dando o último gole na cerveja. Salvador desliga a televisão e vai dormir.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;*** CONTINUA ***&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2011718975340212314-3062623847383300105?l=eleaga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eleaga.blogspot.com/feeds/3062623847383300105/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2011718975340212314&amp;postID=3062623847383300105' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2011718975340212314/posts/default/3062623847383300105'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2011718975340212314/posts/default/3062623847383300105'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eleaga.blogspot.com/2009/06/salvador.html' title='Salvador?'/><author><name>Èle Agà</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07464871509997132826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Lr2BNxWpshc/SqfCvL6LPuI/AAAAAAAAAaE/5tzHJWQ5MxE/S220/15-11-07_1802.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2011718975340212314.post-7468067461544525281</id><published>2009-05-26T18:55:00.000-07:00</published><updated>2009-05-26T18:56:39.651-07:00</updated><title type='text'>Salvador?</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;(Parte VII)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acorda com a Dona Angélica lhe cutucando...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Menino? Você dormiu na sala??&lt;br /&gt;- Oi (disse limpando a baba)... hein?!...&lt;br /&gt;- Menino, você dormiu na sala... meu Deus... e essa garrafa de bebida?!? Vazia?!!?&lt;br /&gt;- É... é...&lt;br /&gt;- Já entendi... vou fazer um café forte prá você...&lt;br /&gt;- Que horas são?&lt;br /&gt;- Sete e meia... o horário que eu sempre chego... vai tomar um banho vai...&lt;br /&gt;- Ó, tem dinheiro ali perto do telefone... pro pão e pro mercado...&lt;br /&gt;- Tá bom menino... vai logo tomar seu banho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Partiu para o banho. Enquanto deixava a água escorrer pelo corpo, a imagem de Rita lhe voltava à mente. De novo não, pensou. A cabeça doía. Abriu os olhos e ficou olhando a água cair pelo seu corpo. Terminado o banho, enxugou-se e deitou na cama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu Deus do céu, eu nunca vi alguém ser tão cruel, pensou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levantou-se, parou na frente do espelho, olhou-se como se quisesse ver sua alma, e, seus olhos encheram-se de lágrima. Que culpa teve Rita? Porque mereceu tal infortúnio? Pensou mais uma vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ei! Você é um advogado! Esqueça o sentimento! Faça o seu trabalho! Dê a garantia imaculada da ampla defesa para seu cliente! Disse em voz alta para si mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Respirou, encheu-se de ânimo, e vestiu-se. Tudo havia sumido, o cheio do cadáver, a imagem de Rita. Tudo havia voltado ao normal. Foi até a cozinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Menino, você está bem? Tá caidinho...&lt;br /&gt;- Não é nada não... é cansaço... estresse...&lt;br /&gt;- Tem que tomar cuidado... isso mata... e você é novo... tem que aproveitar mais a vida... olha seu pai e sua mãe... os dois bonitões... passeando, viajando...&lt;br /&gt;- É... eu vou frear um pouco. Disse da boca prá fora, só para que Dona Angélica não encompridasse mais a conversa.&lt;br /&gt;- Isso mesmo. Olha, fiz o sanduíche, acabou de sair da sanduicheira.&lt;br /&gt;- Põe numa vasilha prá mim? Vou levar para o escritório.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Partiu para o escritório, mas antes, entregou a vasilha para o porteiro. Não ia conseguir comer nada. Seu estômago estava revirado e aquele gosto de cabo de guarda-chuva teimava em não sair, mesmo depois de 3 balas de menta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegando ao escritório, antes mesmo de Lucélia, liga o computador e fica inerte diante do mesmo. Onde estaria aquela vontade, aquele ânimo que há pouco havia lhe acometido? É! O caso de Francisco estava lhe sugando. A crueldade nua e crua na sua frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma coisa era o cara roubar ou atirar em alguém por ocasião da situação. Aquela crueldade não poderia existir nos seres humanos. Pensou. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E pela primeira vez pensa em abandonar o caso. Não poderia defender alguém tão cruel, que matasse simplesmente por prazer. Nem os animais (irracionais) fazem isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nisso, o telefone de sua sala toca, nem tinha se dado conta do tempo que já havia passado naquela manhã.&lt;br /&gt;- Doutor?!&lt;br /&gt;- Oi Lucélia...&lt;br /&gt;- É o Dr. Maciel, posso transferir a ligação?&lt;br /&gt;- Sim, sim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[...]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Alô? Maciel?&lt;br /&gt;- Oi Salva... que cliente você arranjou hein... posso passar aí prá gente conversar?&lt;br /&gt;- Pode vir... tô te esperando... abraços&lt;br /&gt;- Abraços...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto espera Maciel para um pouco em frente a janela e contempla o nada. Lembrou das aulas de ética, principalmente quando o professor dizia que o advogado criminal não é obrigado a considerar sua opinião sobre a culpa do acusado. Além disso, essa conduta era um dever do causídico que assumira tal encargo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não iria mais se importar com a culpa do seu cliente. Com a crueldade com que ele tratou a vítima. Não queria saber se ele tinha ou não prazer em fazer aquilo. Era advogado e sua função era defendê-lo de todas as injustiças que poderiam ser cometidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Novamente toca o telefone de sua sala, era Lucélia avisando sobre Maciel. Prontamente mandou-o entrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Como vai meu amigo?&lt;br /&gt;- Salvador, o caso é muito sério...&lt;br /&gt;- Calma cara, bom dia primeiro né...&lt;br /&gt;- Realmente você acertou, é um psicopata, dos mais perigosos. Assassino em série...&lt;br /&gt;- Peraí!? Em série? Ele te confessou algo além desse crime?&lt;br /&gt;- Não... mas, com certeza irá cometer crimes iguais, com mulheres de mesmas características, como idade, cor do cabelo, cor da pele...isso se já não cometeu...&lt;br /&gt;- Olha... até onde eu verifiquei todos os documentos dele estão ok, e não tem nenhum outro crime de qual ele seja acusado...&lt;br /&gt;- Aqui em Londrina que não tem né...&lt;br /&gt;- Não... pesquisei na região...&lt;br /&gt;- Bom, ele tem o perfil de um assassino em série...&lt;br /&gt;- Como você chegou a essa conclusão, me diga...&lt;br /&gt;- De acordo com a história de vida que ele me contou, ele sempre foi muito pobre, tinha 6 irmãos, todos com problemas mentais, os pais eram primos-irmãos, e, ele era o único que não saiu retardado, como ele mesmo disse... e, como viviam em uma casa muito pequena, todos dormiam no mesmo quarto... por várias vezes flagrou seus pais tendo relações sexuais, onde seu pai batia, espancava e fazia vários tipos de sevícias com sua mãe...&lt;br /&gt;- Entendi o porquê da crueldade desse cidadão...&lt;br /&gt;- Calma, ainda tem coisas piores... seu pai teve uma doença onde surgiam várias feridas pelo corpo, e ele é quem era obrigado a fazer os curativos, e quando não o fazia, sua mãe o espancava... por muitas vezes teve que remover a carne necrosada e podre do corpo de seu pai...&lt;br /&gt;- Que coisa!&lt;br /&gt;- É, depois de um tempo, já que seu pai não conseguia mais ajudar no sustento da casa, sua mãe começou a se prostituir, e para ludibriar o marido, levava Francisco junto, como um álibi, para dizer que estava trabalhando como doméstica na casa de senhoras...&lt;br /&gt;- Sei...&lt;br /&gt;- Mas o pior é que ele era obrigado a ir com a mãe nos programas, e, se olhasse para ela no momento do ato sexual, era espancado, tanto pela mãe, quanto pelo cliente dela... uma certa vez, ele relatou que quebrou a perna, tamanha a violência... e, pasme... tudo isso ocorreu quando ele tinha apenas 8 anos de idade... aos 11 anos fugiu de casa com uma irmã, e acabaram indo parar em um orfanato... como ela tinha olhos verdes...acabou sendo adotada, mesmo com algum retardo mental... e ele... acabou fugindo...&lt;br /&gt;- Maciel, que vida... coitado deste homem... e você conseguiu extrair mais alguma coisa dele?&lt;br /&gt;- Acho que apenas 30% da vida dele ele me contou... falou sobre algumas namoradas... sobre empregos... mas nada muito aprofundado... apenas falou que não conseguia trabalhar por muito tempo nos empregos e que suas namoradas achavam ele meio agressivo durante a relação sexual... Por isso que te digo que esse homem é perigoso...ele não parece reagir muito bem às emoções, ele é muito frio...calculista... parece não se importar com o sentimento das outras pessoas...&lt;br /&gt;- Ele disse algo sobre a Rita?&lt;br /&gt;- Ele descreveu friamente como a matou... não esboçou qualquer tipo de reação... típico comportamento psicopático...&lt;br /&gt;- Pois é... depois de tudo que esse homem passou na vida...&lt;br /&gt;- Salva... ele não é um coitado... você sabe disso... esse cara tem que se tratar... ficar preso... no manicômio... sei lá... pra mim... esse cara teria que ser morto...&lt;br /&gt;- Maciel... eu sou um profissional... se eu assumi esse caso... vou levá-lo até o fim... é o dever de minha profissão... não posso acreditar que ele é um monstro... uma pessoa irrecuperável... tudo o que ele se tornou hoje, não foi por opção... ele foi levado a fazer tudo o que fez... eu não o culpo... seus pais é que foram os maiores culpados...&lt;br /&gt;- Só que ele não pode permanecer solto... ele irá matar sempre... está implícito na personalidade dessa... dessa coisa... esse cara não tem recuperação... ele tem que passar o resto da vida em tratamento... não há cura... você tem que entender isso...&lt;br /&gt;- Como não há cura Maciel? Ele é um ser humano... pode ter defeitos... defeitos terríveis com certeza... mas isso não descaracteriza como humano... eu acredito que ele pode se tratar sim, eu tenho esperança em poder recuperá-lo... e, não sei se a cadeia, ou o manicômio seriam ideais para a cura deste homem... e outra não há como prevermos se ele irá matar novamente ou não... ele não te confessou nada...&lt;br /&gt;- Não é porque não tenha confessado que não tenha feito... você sabe que o comportamento dele será sempre o mesmo... não mudará nunca... a personalidade dele é defeituosa... não tem correção...&lt;br /&gt;- Será Maciel? Eu vasculhei a vida desse cara... não encontrei nada que o incriminasse... nem uma multa de trânsito sequer... acredito que, com o tratamento adequado ele se recuperará&lt;br /&gt;- Salva, não seja inocente... esse tipo de criminoso é muito ardil... ele pode usar nome falso, diploma falso, documentos falsos... ele pode estar te enganando e você nunca saberá...&lt;br /&gt;- Calma Maciel... eu chequei tudo... e outra... não adianta você se desesperar, eu vou até o fim... já assumi essa causa...&lt;br /&gt;- Bom, você quem sabe meu amigo... tome muito cuidado... muito cuidado... esse ser não merece andar solto pelas ruas... pelo bem da sociedade faça ele se entregar...&lt;br /&gt;- Fique tranqüilo... eu farei o que tiver que ser feito...&lt;br /&gt;- Espero que faça o certo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E dessa forma a conversa havia se encerrado. Maciel deu um tapinha nas costas de Salvador que correspondeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Salvador sentia que suas forças decididamente haviam se renovado. Não via mais uma pessoa cruel em Francisco, via sim, uma criança indefesa tentando buscar a solução de problemas que nem ela mesma conhece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*** CONTINUA ***&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2011718975340212314-7468067461544525281?l=eleaga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eleaga.blogspot.com/feeds/7468067461544525281/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2011718975340212314&amp;postID=7468067461544525281' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2011718975340212314/posts/default/7468067461544525281'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2011718975340212314/posts/default/7468067461544525281'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eleaga.blogspot.com/2009/05/salvador_26.html' title='Salvador?'/><author><name>Èle Agà</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07464871509997132826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Lr2BNxWpshc/SqfCvL6LPuI/AAAAAAAAAaE/5tzHJWQ5MxE/S220/15-11-07_1802.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2011718975340212314.post-7714494237164521791</id><published>2009-05-19T21:22:00.000-07:00</published><updated>2009-05-19T21:25:43.763-07:00</updated><title type='text'>Salvador?</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;(Parte VI)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Salvador, depois de algumas horas de trabalho, decide que o expediente deveria encerrar por ali, desliga seu computador, verifica se todas as luzes de seu escritório estão apagadas e se Lucélia esqueceu de algo. Fecha a porta e parte para a garagem. Estava todo orgulhoso, pois a reforma em seu escritório estava ficando muito boa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já dentro de seu carro liga o rádio, não consegue achar uma estação que lhe agrade, abre o porta-luvas, vasculha os CD’s e acha o &lt;em&gt;ABBEY ROAD ALBUM&lt;/em&gt;. Já havia se esquecido do quanto gostava deste CD. O trabalho lhe estava tomando um precioso tempo na vida, mesmo assim, não se importava muito com isso. Achava que esse era o momento de dar o melhor de si na profissão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As sementes já estavam plantadas logo logo iria colher os frutos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Partiu para seu apartamento ao som de &lt;em&gt;Here Comes the Sun&lt;/em&gt;, estava tão exausto que já não queria pensar em mais nada. Entrando em seu duplex, olhou a geladeira e sentiu saudade da comida de sua mãe. Ele esqueceu de deixar o dinheiro para Dona Angélica fazer as compras. Suspirou, decidiu tomar um banho e depois pedir algo para jantar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De banho tomado, liga para uma pizzaria e pede uma pizza grande, estava faminto. Seu celular toca. Vai até a sala e verifica que é uma chamada não identificada. Atende mas não ouve nada. Somente um suspiro. Acha estranho, mas não dá importância. Senta no sofá, liga a TV, procura algum canal até que encontra um que está passando &lt;em&gt;House&lt;/em&gt;. Era um episódio que ainda não tinha assistido, e, assim, fica esperando a pizza chegar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava se sentindo um pouco incomodado. Não conseguia arrumar um jeito de deitar no sofá. Até que percebeu que não estava conseguindo se desligar do caso do Francisco. Aquela imagem do cadáver de Rita aparecia toda vez que fechava os olhos. Respirou fundo, disse para si mesmo “ei... é só mais um caso...”, mas não parecia funcionar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pizza chega. Estava sentindo um misto de fome e ânsia. Aquele cheiro de carniça parecia voltar com alguma intensidade. Foi até o quarto, pegou no bolso do paletó o pote de rapé. Colocou uma grande quantidade e inalou. Espirrou com muita vontade, com tanta vontade que chegou a ficar levemente zonzo. Deitou na cama e esperou alguns minutos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentiu uma certa melhora, levantou-se e foi até a cozinha, pegou dois pedaços de pizza, uma lata de cerveja e sentou-se no sofá da sala. O &lt;em&gt;House&lt;/em&gt; já tinha terminado, mudou de canal, mas nada lhe agradava. Desligou a TV, pegou os classificados e começou a vasculhar os anúncios como forma de aplacar seu estado. Entre anúncios de carros e casas de massagem, sentiu que aquela noite seria longa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não conseguiu comer mais nenhum pedaço de pizza. Estava novamente sentindo ânsia. Respirou fundo novamente. Fechou os olhos. A imagem do cadáver voltou juntamente com o odor de carniça. Sentiu um amargo na boca, e andou até o banheiro. Levantou a tampa da privada e vomitou. Ficou ali parado em frente ao vaso por alguns segundos. Lavou o rosto, enxaguou a boca e foi deitar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não conseguia dormir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi até cozinha, pegou a garrafa de &lt;em&gt;Jack Daniels&lt;/em&gt; e tomou no gargalo mesmo. Levou a garrafa até a sala, olhou na disqueteira, pegou um CD do Pink Floyd, pôs para tocar, desligou a luz e ficou bebendo ao som de &lt;em&gt;Astronomy Domine&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*** CONTINUA ***&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2011718975340212314-7714494237164521791?l=eleaga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eleaga.blogspot.com/feeds/7714494237164521791/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2011718975340212314&amp;postID=7714494237164521791' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2011718975340212314/posts/default/7714494237164521791'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2011718975340212314/posts/default/7714494237164521791'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eleaga.blogspot.com/2009/05/salvador.html' title='Salvador?'/><author><name>Èle Agà</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07464871509997132826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Lr2BNxWpshc/SqfCvL6LPuI/AAAAAAAAAaE/5tzHJWQ5MxE/S220/15-11-07_1802.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2011718975340212314.post-3779709402699960678</id><published>2008-09-09T09:43:00.000-07:00</published><updated>2008-09-09T09:46:27.018-07:00</updated><title type='text'>Salvador?</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;(Parte V)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Salvador trabalha em seu escritório quando toca o telefone. Era Lucélia transferindo a ligação de Dr. Maciel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Alô?!&lt;br /&gt;- Bom dia Salva... acabei de ouvir a fita.&lt;br /&gt;- E aí? O que achou?&lt;br /&gt;- Realmente, parece um caso típico de psicopatia. Esse é daqueles perigosos. Provavelmente não seja a primeira mulher a matar.&lt;br /&gt;- Será Maciel? Acho que você está exagerando hein...&lt;br /&gt;- Que nada... tem todos os traços de um assassino em série! Acho melhor você repassar o caso... é muito perigos..&lt;br /&gt;- Pára Maciel... tá parecendo minha mãe... além do que, o cliente já pagou mais da metade dos honorários... nunca tive problemas com clientes. Olha marquei com sua secretária para hoje. Vou avisar meu cliente e ele vai comparecer.&lt;br /&gt;- Tudo bem, você quem sabe. Faz só uma coisa por mim, verifique o histórico deste homem e cheque todas as informações que ele te passou.&lt;br /&gt;- Vou checar e depois te passo as informações. Muito obrigado. Vou mantendo contato contigo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim que desliga o telefone, interfona pedindo à Lucélia que traga a ficha de Francisco até sua sala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhou todos os detalhes das informações, checou todos os registros e números de documentos e averiguou que tudo estava correto. Logo pensou que Maciel estivesse um pouco assustado com o relato – afinal de contas não era todo dia que um psiquiatra se depara com um psicopata, ainda por cima, assassino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ligou para Francisco e pediu que viesse imediatamente para seu escritório.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após alguns minutos, Lucélia acompanha Francisco até a sala, Salvador já havia avisado que era para o mesmo entrar sem ser anunciado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Olá Francisco!&lt;br /&gt;- Oi doutor, novidades?&lt;br /&gt;- Sim. Fui até a delegacia e verifiquei se haviam iniciado o inquérito, mas somente constatei a ocorrência do desaparecimento de Rita. Inclusive, fui até o local do crime. Você tem sorte. Os urubus já estavam se encarregando de limpar todo o local.&lt;br /&gt;- Sério doutor!?!&lt;br /&gt;- Pois é. Mas há um porém. Com certeza o delegado irá te intimar a depor no inquérito.&lt;br /&gt;- Por quê?&lt;br /&gt;- Por causa das ligações e das mensagens no computador. A esta hora os policiais já devem estar colhendo o máximo de informações na casa de Rita.&lt;br /&gt;- Entendi. E o que o senhor acha que eu devo falar?&lt;br /&gt;- Calma. Primeiro gostaria que você conversasse com um amigo meu.&lt;br /&gt;- Que amigo?&lt;br /&gt;- Um amigo meu de longa data, que é psiquiatra.&lt;br /&gt;- Ah doutor, acho melhor não.&lt;br /&gt;- Calma Francisco, eu preciso que você converse com ele, pois dependendo do que ocorrer futuramente, caso você seja indiciado, ele pode nos ajudar efetuando alguns laudos clínicos.&lt;br /&gt;- Mesmo assim doutor, eu não gostaria. Eu não gosto muito de psicólogos, psiquiatras...&lt;br /&gt;- Eu preciso que você entenda que é de extrema importância você se consultar. Confie em mim. Eu sei o que estou fazendo.&lt;br /&gt;- Tudo bem. Não é a toa que o senhor está onde está hoje né.&lt;br /&gt;- Que bom que você entendeu. Só que tem uma coisa. Preciso que você conte tudo. Ele já está sabendo de antemão o que aconteceu, mas fique tranqüilo que é de minha inteira confiança.&lt;br /&gt;- Ok.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Salvador passa o endereço do consultório e a hora da consulta. Despede-se de Francisco e retorna aos demais casos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;*** CONTINUA ***&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2011718975340212314-3779709402699960678?l=eleaga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eleaga.blogspot.com/feeds/3779709402699960678/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2011718975340212314&amp;postID=3779709402699960678' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2011718975340212314/posts/default/3779709402699960678'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2011718975340212314/posts/default/3779709402699960678'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eleaga.blogspot.com/2008/09/salvador_09.html' title='Salvador?'/><author><name>Èle Agà</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07464871509997132826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Lr2BNxWpshc/SqfCvL6LPuI/AAAAAAAAAaE/5tzHJWQ5MxE/S220/15-11-07_1802.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2011718975340212314.post-5894157134100361913</id><published>2008-09-09T07:16:00.000-07:00</published><updated>2008-09-09T07:20:45.607-07:00</updated><title type='text'>Salvador?</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;(Parte IV)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Alô?!? Maciel?&lt;br /&gt;- Sim... Dr. Salvador?&lt;br /&gt;- Ele mesmo... como está meu nobre amigo Dr. Maciel?&lt;br /&gt;- Na correria de sempre meu caro... mas me diga, a que devo a honra de sua ligação?&lt;br /&gt;- Dúvidas meu amigo, algumas dúvidas... só que por telefone fica um pouco difícil... que tal a gente jantar hoje no Vino! ?&lt;br /&gt;- Você quem sabe meu amigo... que horas?&lt;br /&gt;- Oito e meia tá bom pra você?&lt;br /&gt;- Fechado... te encontro lá...&lt;br /&gt;- Abraços!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desligando o celular, pegou o telefone e avisou Lucélia que estaria saindo e que voltaria ao escritório somente amanhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pegou o gravador e sua pasta, fechou a porta de sua sala e foi direto ao elevador. Eram cinco da tarde, conferiu os bolsos para ver se não estava esquecendo de mais nada, entrou no elevador e apertou o subsolo. Entrou em seu BMW e rumou para a delegacia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Boa tarde!&lt;br /&gt;- Boa tarde Dr. Salvador, a que devemos a honra?&lt;br /&gt;- Então Sérgio, vim dar uma olhada naquele inquérito de furto seguido de morte...&lt;br /&gt;- Do Anselmo da Cruz?&lt;br /&gt;- Esse mesmo...&lt;br /&gt;- O delegado ainda não finalizou as diligências...&lt;br /&gt;- Será que ele vai demorar?&lt;br /&gt;- O senhor sabe como é... um dia falta viatura, outro dia falta a gasolina e assim vai...&lt;br /&gt;- Pois é (risos)... bom, fazer o que né... mas e o resto? Tudo em ordem? Alguma ocorrência interessante?&lt;br /&gt;- Ultimamente somente os homicídios da Bratac mesmo...&lt;br /&gt;- E o delegado? Muito ocupado?&lt;br /&gt;- O Dr. Epaminondas ta colhendo uns depoimentos... não é nada demais não... ontem vieram registrar a queixa de um desaparecimento de uma mulher... mas nada de interessante...&lt;br /&gt;- Desaparecida há muito tempo?&lt;br /&gt;- Que nada... desapareceu ontem... coisa recente...&lt;br /&gt;- E você sabe qual o motivo?&lt;br /&gt;- Olha parece que ela saiu com um rapaz e não voltou mais...&lt;br /&gt;- Ah é? Muito estranho hein...&lt;br /&gt;- Bom, como ainda está recente, o delegado está com algumas cautelas...&lt;br /&gt;- Está certo... bom, está na minha hora... até mais Sérgio...&lt;br /&gt;- Até!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrou no carro, andou duas quadras, estacionou e pegou o celular novamente. Colocou no modo restrito e ligou para o 10º Distrito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Alô?&lt;br /&gt;- 10ª, pois não?&lt;br /&gt;- Oi, eu queria noticiar uma ocorrência de desaparecimento...&lt;br /&gt;- Senhor, é necessário vir até a delegacia, por telefone não dá não...&lt;br /&gt;- Ah é? Me desculpe, eu não sabia... tem como me dar uma informação então?&lt;br /&gt;- Claro...&lt;br /&gt;- Foi registrado algum desaparecimento de Rita de Cássia Moreira?&lt;br /&gt;- Olha... meu senhor me desculpe... só pelo nome assim fica impossível...&lt;br /&gt;- Por favor... é que estou no trabalho... liguei na casa dela e ninguém atendeu... ela trabalha comigo e a gente está preocupado... ela nunca falta... liguei até para a mãe dela, que estava desesperada porque ela não tinha ido receber as filhas em casa... e...&lt;br /&gt;- Tudo bem, vou quebrar seu galho... deixa eu ver... um minuto...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[ ]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pronto...tá aqui... noticiado o desaparecimento de Rita de Cássia Moreira às 18h00min do dia 25 de janeiro...&lt;br /&gt;- Muito obrigado... vou aparecer por aí mais tarde para ajudar...&lt;br /&gt;- Tá ok... tenha uma boa tarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já que tinha a certeza de que tinham dado falta da vítima, o próximo passo seria ir ao local do crime verificar alguns vestígios que poderiam denunciar seu cliente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegando ao Patrimônio Espírito Santo, deu algumas voltas, procurou alguns milharais, mas não havia como encontrar o local do crime, pois havia plantação tanto de um lado da estrada quanto de outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, quase desistindo, deu meia-volta com seu carro, porém, avistou alguns urubus voando em círculo. Não teve dúvida, rumou para o local. Chegando, avistou o carreador com marcas de pneus grandes. Parou o carro em um carreador que estava próximo, desceu e seguiu a trilha dos pneus. Quanto mais andava, mais sentia um cheiro forte de carne podre. Sabia que estava no caminho correto. Andou mais alguns minutos e avistou alguns urubus em cima de algo. Olhou bem, se aproximou mais um pouco, o pouco que os urubus deixavam, tinha certeza que iria encontrar o corpo de Rita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando conseguiu visualizar o corpo, não acreditou, era a carcaça de um boi velho em decomposição. Não acreditou, deu risada de si mesmo. Acabou voltando para o carro. Só que ao se aproximar da porta não havia reparado em algumas pegadas na terra vermelha e um sapato vermelho mais a frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo pensou que tinha entrado no carreador errado. E tinha mesmo. Andou mais um pouco achou o outro par do sapato. Novamente sentiu o cheiro de carniça, sem, no entanto, avistar algum urubu. De repente viu uma clareira no meio do milharal, os pés-de-milho haviam sido derrubados propositadamente para dar mais espaço. E lá estava o corpo nu de uma mulher. O corpo estava com aparência rija, com a pele um pouco escura. Estava em estado inicial de decomposição. Tentou se aproximar, mas o seu estômago e um dos urubus, que havia acabado de pousar, o impediram. Pôde verificar então o quão cruel Francisco tinha sido com a moça. Realmente, o estado em que se encontrava o corpo só tinha vista nos livros de medicina legal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, não se deixou levar pela emoção. Um bom advogado não se leva pela emoção. Repetia sempre essa frase para si mesmo. Tratou de olhar em volta, verificar alguma pista que seu cliente poderia ter deixado, mas não encontrou nada que pudesse incriminá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhou mais uma vez para ver se encontrava alguma casa ou cabana, mas nada encontrou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tratou de sair o mais rápido possível do local. Enquanto isso, os urubus iam se acomodando em volta do corpo de Rita e já ensaiavam algumas bicadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrou no seu carro, ligou o ar-condicionado. Parecia que aquele cheiro podre havia penetrado suas narinas. Chegou em casa, tomou um demorado banho, mas o cheiro persistia. Ligou para seu pai e pediu para que separasse um pouco de rapé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na casa de seus pais, cumprimentou sua mãe com o costumeiro beijo no rosto e aquele abraço apertado na irmã mais nova. Perguntou pelo seu pai, disseram que estava nos fundos, na dispensa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Oi pai...&lt;br /&gt;- Filho!!! Você tem que visitar mais a gente... sua mãe e eu estamos ficando velhos... e você sabe um dia...&lt;br /&gt;- Pai... cala a boca ok? (risos) Não diga mais isso...&lt;br /&gt;- O tempo voa meu filho... um dia ela bate à nossa porta...&lt;br /&gt;- Tá pai... outra hora a gente conversa disso...o senhor separou o rapé?&lt;br /&gt;- Toma meu querido... que aconteceu? Tá resfriado?&lt;br /&gt;- Não, fui no IML e o cheiro de um cadáver não sai do meu nariz...&lt;br /&gt;- Nossa, já disse prá você mudar de ramo ... tem que parar de defender bandido...&lt;br /&gt;- Pai, não vamos discutir mais uma vez... eu sei que o senhor é um apaixonado pelo direito civil... mas... é o que eu gosto... é o que sei fazer...&lt;br /&gt;- Bom, você deve saber o que faz... afinal você sempre foi tão esforçado e estudioso...&lt;br /&gt;- Tem jeito de ser diferente? O senhor me ensinou a ser assim, não basta ser bom, devemos ser o melhor!&lt;br /&gt;- Isso mesmo, e eu estou vendo que você aprendeu a lição direitinho...&lt;br /&gt;- Com um professor como o senhor...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A conversa foi interrompida com a mãe de Salvador convocando-o para jantar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah mãezinha obrigado, mas eu só vim pegar o rapé com o pai...&lt;br /&gt;- Você tá resfriado meu amor?&lt;br /&gt;- Não mãe... cheiro ruim no nariz mesmo...&lt;br /&gt;- Vamos jantar com a gente vai... eu fiz aquele macarrão que você gosta...&lt;br /&gt;- Não dá mesmo mãe... combinei com o Maciel de jantarmos juntos... assunto de trabalho...&lt;br /&gt;- Meu filho, você está trabalhando demais...&lt;br /&gt;- Mãezinha... não começa...&lt;br /&gt;- Bom, fala que eu mandei um abraço pro Alfredinho... diga para ele aparecer... a gente gosta tanto desse menino... Ai... quando eu lembro de vocês crianças brincando aqui em casa, nem poderia imaginar os homens que se tornariam... os dois doutores... quanto orgulho...&lt;br /&gt;- Pode deixar que eu falo com ele... agora tô quase atrasado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deu um abraço apertado no seu pai, um beijo em sua mãe e se dirigiu à porta. Antes de chegar, Miriam o interpela, pulando em seus braços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mano, tô com saudade de você...&lt;br /&gt;- Eu sei Mi.... eu também tenho muita saudade de você... prometo que irei aparecer com mais freqüência... o escritório tá numa correria... você sabe... mudança é um transtorno... mas, assim que tudo estiver ajeitado eu passo aqui mais vezes.&lt;br /&gt;- Tenho uma coisa prá te dizer...&lt;br /&gt;- Ah é? Mas, fala rapidinho que eu tenho que encontrar o Maciel...&lt;br /&gt;- Eu vou fazer vestibular prá arquitetura...&lt;br /&gt;- Nossa... mas e a faculdade de direito?!?!&lt;br /&gt;- Você sabe que eu não levo o menor jeito...&lt;br /&gt;- Mas no começo é assim mesmo... a gente nunca sabe se fez a escolha certa... bom, você tem 22 anos, já é uma moça e deve estar certa daquilo que quer! Acertei!?&lt;br /&gt;- Uhum... (risos) e tenho outra novidade prá te contar também... eu to ficando com um cara...&lt;br /&gt;- Ah não... isso não... (risos) quem é o malandro hein?? Vai ter que pedir benção para mim...&lt;br /&gt;- Calma... a gente tá se conhecendo ainda... mas eu vou te apresentar logo logo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nisso, enquanto Salvador abre a porta de seu carro, verifica uma camionete prata com os vidros escurecidos. Percebeu que assim que sua irmã se aproximou de seu carro, o motorista da camionete deu a partida e passou devagar por eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vizinho novo?&lt;br /&gt;- Não sei não...&lt;br /&gt;- Mi... conheço essa sua cara...&lt;br /&gt;- Não sei (risos) ... é sério...&lt;br /&gt;- Bom, depois eu terei uma conversa séria com a senhorita, agora estou atrasado, o Maciel vai me encher o saco... Te amo viu...&lt;br /&gt;- Também te amo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Despediu-se da sua irmã com um efusivo abraço. Estava com muita saudade de todos e prometeu a si mesmo que, após encerrar o caso do Francisco, iria visitá-los mais vezes na semana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abriu o pote de rapé, colocou entre os dedos e inalou de uma só vez. Espirrou alto. Repetiu. Espirrou novamente. Pronto, o cheiro havia diminuído, já não incomodava tanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegando ao restaurante, Maciel já o esperava com uma certa impaciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você nunca perde essa velha mesmo hein Salva?&lt;br /&gt;- Que velha?&lt;br /&gt;- Essa velha mania de chegar atrasado... (risos)&lt;br /&gt;- E você não perde essa velha também...&lt;br /&gt;- Até parece... eu nunca chego atrasado...&lt;br /&gt;- Eu estou falando da sua velha mania de fazer piada sem graça... (risos)&lt;br /&gt;- Ha ha ha engraçadão... Vamos entrar que eu estou com o estômago nas costas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após efetuados os pedidos Salvador inicia o assunto.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;- Maciel estou com uma dúvida em um novo caso.&lt;br /&gt;- Não diga que você vai me pedir para atestar insanidade... o promotor já está desconfiando...&lt;br /&gt;- Não, não, não. Esse é diferente, estou achando que meu cliente é um psicopata...&lt;br /&gt;- Ih... complicado hein... o que te fez pensar isso?&lt;br /&gt;- O relato do crime. A frieza com que ele descreveu o crime... é impossível não ser um psicopata...&lt;br /&gt;- Calma Salva. Você gravou a consulta?&lt;br /&gt;- Gravei sim, está no carro, depois te entrego. Você precisava ver o corpo...&lt;br /&gt;- O pessoal da criminalística fez o laudo?&lt;br /&gt;- Não. Eu achei o local do crime e o corpo estava em fase de decomposição, os urubus já estavam se preparando para o banquete...&lt;br /&gt;- Rapaz, você se arriscou hein... Você não é detetive, é advogado...&lt;br /&gt;- Eu sei, mas, eu precisava ver se tinha algum vestígio...&lt;br /&gt;- Mesmo assim, você se arriscou. Se alguém te vê por lá... imagina o problema...&lt;br /&gt;- Tá certo... mas você me conhece...&lt;br /&gt;- É, imagino quando você ficar velho... se hoje é teimoso desse jeito, imagina daqui uns anos... (risos)&lt;br /&gt;- Mas, voltando ao assunto, vou marcar uma hora para ele ir até seu consultório e você depois me dá um parecer ok?&lt;br /&gt;- Tudo bem, ligue para minha secretária e agende... acredito que tenho uma hora vaga amanhã.&lt;br /&gt;- Feito meu parceiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os pedidos chegam, e a conversa fica mais amena, tratando apenas de assuntos corriqueiros e banais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*** CONTINUA ***&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2011718975340212314-5894157134100361913?l=eleaga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eleaga.blogspot.com/feeds/5894157134100361913/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2011718975340212314&amp;postID=5894157134100361913' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2011718975340212314/posts/default/5894157134100361913'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2011718975340212314/posts/default/5894157134100361913'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eleaga.blogspot.com/2008/09/salvador.html' title='Salvador?'/><author><name>Èle Agà</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07464871509997132826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Lr2BNxWpshc/SqfCvL6LPuI/AAAAAAAAAaE/5tzHJWQ5MxE/S220/15-11-07_1802.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2011718975340212314.post-1000464316563969863</id><published>2008-07-25T15:04:00.000-07:00</published><updated>2008-07-25T15:05:56.243-07:00</updated><title type='text'>Salvador?</title><content type='html'>(Parte III)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às catorze horas, Lucélia interfona na sala de Salvador e anuncia a chegada do Sr. Francisco. &lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Prontamente&lt;/span&gt; manda-o entrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Boa tarde Francisco, vejo que está bem melhor agora...&lt;br /&gt;- Sim doutor, tive um sono tranqüilo, fui a um apart-hotel, simples, mas aconchegante...&lt;br /&gt;- Certo, é bom que esteja disposto, pois iremos relatar todo o ocorrido agora. Posso começar? (perguntou pegando o gravador).&lt;br /&gt;- Estou preparado doutor...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rebobinou a fita até o ponto desejado e apertou o REC&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Em nossa última consulta Francisco, você havia dito que derrubou a moça no milharal, correto?&lt;br /&gt;- Correto!&lt;br /&gt;- E depois, o que aconteceu?&lt;br /&gt;- Bom, depois que ela caiu no chão, ela abriu as pernas e me chamou passando a mão entre as pernas.&lt;br /&gt;- E o que você fez?&lt;br /&gt;- Eu deitei em cima dela e a gente começou a se esfregar de uma forma animalesca. Separei-me dela, e, enquanto tirava minha roupa ela tirava o vestido fazendo charme, rebolando, passando a mão pelo corpo de uma forma bem sensual. Assim que ficamos sem roupa, comecei a beijá-la nos seios apertando o seu corpo contra o meu... quando me veio uma vontade louca, incontrolável, de mordê-la...&lt;br /&gt;- E você a mordeu?&lt;br /&gt;- Mordi. Mordi os bicos dos seios, o pescoço, a orelha, as coxas...&lt;br /&gt;- E o que ela lhe dizia?&lt;br /&gt;- No começo ela estava gostando, depois ela começou a reclamar e pediu que eu parasse pois estava doendo muito...&lt;br /&gt;- E o que você fez?&lt;br /&gt;- Eu não conseguia parar...&lt;br /&gt;- E ela fez o que?&lt;br /&gt;- Bom, ela, chorava, gritava, tentava me afastar com as mãos, mas não conseguia, e isso me excitava mais ainda. Eu não estava mais conseguindo me controlar... me deu uma empolgação e...&lt;br /&gt;- E o que aconteceu?&lt;br /&gt;- Aconteceu que ela começou a arranhar meu rosto e minhas costas, me deu vários socos, mas como eu estava deitado em cima dela não adiantava muito, entende doutor?&lt;br /&gt;- Sim, entendo.&lt;br /&gt;- Como ela gritava muito, peguei minha meia, enrolei e enfiei na boca dela. Ela tentou morder meus dedos, mas não teve muito êxito porque com minha outra mão segurei o pescoço dela com força. Ela tentou de tudo pra afastar meu braço... mas não conseguiu e desmaiou...&lt;br /&gt;- E depois que ela desmaiou?&lt;br /&gt;- Resolvi amarrar as suas mãos e seus pés, com o próprio vestido dela sabe... rasguei em tiras...&lt;br /&gt;- Por quê?&lt;br /&gt;- Prá que ela não me arranhasse nem batesse mais...&lt;br /&gt;- Sei... e ela chegou a acordar do desmaio?&lt;br /&gt;- Acordou sim... acordou e começou a se mexer, debater, tentou levantar e não conseguiu.&lt;br /&gt;- E o que você fez?&lt;br /&gt;- Vendo ela naquela situação, fiquei com muito tesão. É como se um fogo me consumisse e eu não respondesse mais pelos meus atos... eu perco a consciência... você me compreende doutor?&lt;br /&gt;- Compreendo...&lt;br /&gt;- Então eu parti pra cima dela e coloquei-a de quatro, mesmo amarrada ela se mexia bastante... agarrei-a pelos cabelos e tentei penetrar... mas não consegui... é meio complicado eu ter ereção sabe doutor... eu sinto tesão mas...&lt;br /&gt;- Mas você não fez sexo com ela então?&lt;br /&gt;- Fiz... Eu transei sim...&lt;br /&gt;- Sem penetração?&lt;br /&gt;- Não senhor, com penetração...&lt;br /&gt;- Como assim? Você acabou de dizer que não consegue ter ereção...&lt;br /&gt;- Eu não conseguia ter ereção com ela se mexendo tanto...&lt;br /&gt;- Então como você fez sexo com ela?&lt;br /&gt;- Ela se mexia demais... então eu peguei meu cinto passei em volta do pescoço dela até ela não mexer mais... aí o corpo dela caiu de lado... foi quando eu consegui ficar tranqüilo e transar...&lt;br /&gt;- Na verdade você a matou para poder transar?&lt;br /&gt;- É, foi mais ou menos assim...&lt;br /&gt;- E você gosta de fazer sexo com mulheres mortas?&lt;br /&gt;- Olha doutor, a mulher de carne gelada é mais gostosa sabe... a carne fica mais dura... e o senhor saber... só fica com a carne dura depois de morta. Quando tem sangue também eu gosto... quando a mulher está menstruada eu prefiro...&lt;br /&gt;- Entendi...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava um pouco tenso, já havia lidado com alguns assassinos, mas nenhum era tão frio ao ponto de relatar sem qualquer constrangimento e normalidade seus crimes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E posso te confessar mais uma coisa doutor?&lt;br /&gt;- Claro que pode...&lt;br /&gt;- Só assim que eu consigo gozar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O silêncio imperou por alguns segundos, quando o celular de Francisco põe-se a tocar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Alô?! Sim, é ele mesmo... olha agora não posso falar, estou no meio de uma reunião ok? Já te retorno...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tem mais algum detalhe que você tenha esquecido de me contar Francisco? É muito importante relatar tudo, para que eu possa escolher a melhor defesa para seu caso...&lt;br /&gt;- Os detalhes são esses mesmo ...&lt;br /&gt;- Você chegou a levar o corpo para algum lugar?&lt;br /&gt;- Não... eu deixei lá mesmo...&lt;br /&gt;- Bom... volte para o seu apart-hotel... e não saia de lá até minha ordem ok?&lt;br /&gt;- Ok.&lt;br /&gt;- Qual o nome da moça?&lt;br /&gt;- Rita de Cássia Moreira.&lt;br /&gt;- Idade?&lt;br /&gt;- Não sei... acho que tinha uns 30, 35...&lt;br /&gt;- O que o Doutor acha?!&lt;br /&gt;- Olha, vamos esperar o inquérito, verificar se você foi denunciado. Enquanto isso vou dar uma sondada na delegacia de homicídios para ver se registraram alguma ocorrência nessas últimas horas. Por hoje é só Francisco. Converse com a Lucélia, ela irá pegar seus dados, telefones, assim que tiver uma posição a respeito do seu caso, entro em contato com você. Caso ocorra algo, me ligue, não importa a hora ok?&lt;br /&gt;- Feito Doutor!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim que Francisco saiu da sala, desligou o gravador, levantou-se, foi até a estante, abriu o frigobar, colocou uma dose de uísque no copo, engoliu de uma vez. Pensou em tudo que foi dito dentro de seu confessionário, no telefonema recebido no meio da conversa, nos detalhes sórdidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhou para a janela pegou o celular e...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*** CONTINUA ***&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2011718975340212314-1000464316563969863?l=eleaga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eleaga.blogspot.com/feeds/1000464316563969863/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2011718975340212314&amp;postID=1000464316563969863' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2011718975340212314/posts/default/1000464316563969863'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2011718975340212314/posts/default/1000464316563969863'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eleaga.blogspot.com/2008/07/salvador.html' title='Salvador?'/><author><name>Èle Agà</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07464871509997132826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Lr2BNxWpshc/SqfCvL6LPuI/AAAAAAAAAaE/5tzHJWQ5MxE/S220/15-11-07_1802.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2011718975340212314.post-5226993138403432042</id><published>2008-03-06T15:35:00.000-08:00</published><updated>2008-03-06T15:38:42.418-08:00</updated><title type='text'>Salvador?</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;(Parte II)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Respirou fundo, enquanto Salvador pegava o gravador, para não deixar escapar nenhum detalhe dos fatos que estavam para ser postos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Bom doutor, conheci a moça pela internet, num site de relacionamento, há duas semanas, hoje é dia vinte e cinco né, é, duas semanas completas... sabe aqueles bate-papos de internet??&lt;br /&gt;- Sei...&lt;br /&gt;- Então conheci essa moça, conversamos uns dias e resolvemos marcar de nos encontrar em frente ao Banco do Brasil no calçadão, porque ela era secretária de um escritório de advocacia no edifício que fica ali em cima do banco.&lt;br /&gt;- E que dia ocorreu esse encontro?&lt;br /&gt;- Dois dias depois que a gente se falou pela primeira vez, foi no dia... no dia... peraí...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nisso, Francisco tirou o celular do bolso, parecia verificar algumas mensagens ou ligações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tá aqui, dia treze de janeiro... é isso, conheci ela na internet dia onze, conversamos e dia treze nos encontramos ali na frente do banco... Eu marquei na agenda de compromissos do celular, para não esquecer...&lt;br /&gt;- Certo, e vocês foram para onde, o que fizeram?&lt;br /&gt;- A gente foi até o shopping Royal tomar um suco, conversamos um pouco mais, depois resolvemos encompridar a conversa e levei-a para jantar no Baby Buffalo, ali perto do colégio Mãe de Deus, o senhor conhece?&lt;br /&gt;- Sim, conheço...&lt;br /&gt;- Jantamos e a levei para casa, no meu carro... ela tinha um papo muito agradável sabe... era muito bonita também... aí deixei-a em casa, mas, nesse dia nada aconteceu, nem um beijo, nada, ela dizia que ainda era cedo para se envolver novamente com alguém, porque acabara de se separar, mas que tinha adorado me conhecer e que era para a gente continuar conversando.&lt;br /&gt;- Certo, e o que você fez?&lt;br /&gt;- Fiquei um pouco chateado, mas resolvi entendê-la, e acabei indo para casa sem um beijo de boa noite.&lt;br /&gt;- Ok. E você continuou conversando com ela pela internet?&lt;br /&gt;- Sim, conversava todo dia, agora por aquele programa, o msn sabe?&lt;br /&gt;- Sei sim...&lt;br /&gt;- Saímos mais algumas vezes na semana, fomos a alguns restaurantes. E hoje, logo de manhã ela me mandou uma mensagem no msn dizendo que queria me ver e que as crianças iriam ficar com o pai. Bom, quando fui encontrá-la na saída de seu trabalho, notei que ela estava mais diferente, mais “acesa”. Estava usando um vestido florido, na altura da coxa, e com um decote que ressaltava seus belos seios. Então, logo que ela entrou no carro, me agarrou, ao invés de me abraçar, e me beijou de uma forma louca e desesperada, começou a passar a mão pela minha coxa, apertando forte, dizendo que estava louca por mim. Decidir ligar o carro e dar umas voltas com ela, porque ainda era cedo, e o senhor sabe né, ficar dando amassos no carro chama muita atenção. Então, atravessei o centro inteiro, enquanto ela me beijava o pescoço e apertava minha coxa, e dizia ao pé de meu ouvido que queria ir para um lugar bem tranqüilo. Acabei indo até o Patrimônio Espírito Santo, e parei o carro em um carreador, numa plantação de milho. Olhei bem, e não tinha ninguém à minha volta. Nisso, a mulher começou a enfiar a mão por dentro da minha calça e a me beijar com mais vontade ainda. Bom, falei prá ela que tinha muito tesão em transar em um milharal...&lt;br /&gt;Ela, tirou a mão de dentro da minha calça, me olhou e abrindo a porta do carro disse para eu pegá-la. Assim, começou a correr no meio do milharal. Saí do carro e corri atrás dela até alcançá-la, e, quando a alcancei derrubei-a no chão...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nisso, o sujeito parou de falar e começou a respirar de forma ofegante. O que causou-lhe um certo receio, pois parecia que o homem estaria entrando em desespero, tendo um ataque, uma crise de asma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Francisco? Você está bem? Francisco? Procure se acalmar, aqui dentro é seguro.&lt;br /&gt;- Desculpe doutor, mas é que quando começo a lembrar, me chega a dar um calor, uma coisa louca, tenho a sensação de que vou perder a consciência.&lt;br /&gt;- Bom, se o senhor quiser continuar a falar amanhã...&lt;br /&gt;- É acho melhor terminar amanhã...&lt;br /&gt;- Alguém viu o senhor no milharal?&lt;br /&gt;- Não... acho que não. Quando entrei no carro e vim embora não havia ninguém ali, pelo menos eu não vi ninguém.&lt;br /&gt;- Ok. O primeiro passo é você não ser preso em flagrante, pois você não tem certeza se alguém te viu, assim, ligue para sua mãe dando alguma desculpa que não passará a noite em sua casa.&lt;br /&gt;- Pode deixar, doutor.&lt;br /&gt;- Você tem outra roupa? Porque com essas que está vestindo despertaria muitas suspeitas, e isso não é bom. Ela está ensangüentada não está?&lt;br /&gt;- Tenho outra roupa sim doutor, na verdade essa é minha roupa de ginástica, minha roupa de trabalho está dentro de minha mochila no carro. É sangue da mulher isso aqui...&lt;br /&gt;- Perfeito, vá buscar sua mochila e troque-se aqui no banheiro. Depois, pegue essa roupa ensangüentada e queime-a em algum lugar afastado. Entendido?&lt;br /&gt;- Sim senhor, já volto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desligou o gravador e enquanto o sujeito ia buscar sua mochila, ficou pensando no que poderia ter acontecido para que ele cometesse um crime. Achou muito estranha a sua reação no momento em que iria contar sobre o ato sexual e sobre o crime. Nisto, já começou a esboçar uma linha de defesa em sua cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Bom doutor, estou pronto para partir...&lt;br /&gt;- Muito bem, esteja aqui em meu escritório, amanhã às duas horas da tarde que terminaremos a consulta.&lt;br /&gt;- Amanhã às duas. Muito obrigado doutor, muito obrigado mesmo...&lt;br /&gt;- Até amanhã então...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim partiu o sujeito, agora mais calmo e mais arrumado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;*** CONTINUA ***&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2011718975340212314-5226993138403432042?l=eleaga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eleaga.blogspot.com/feeds/5226993138403432042/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2011718975340212314&amp;postID=5226993138403432042' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2011718975340212314/posts/default/5226993138403432042'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2011718975340212314/posts/default/5226993138403432042'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eleaga.blogspot.com/2008/03/salvador.html' title='Salvador?'/><author><name>Èle Agà</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07464871509997132826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Lr2BNxWpshc/SqfCvL6LPuI/AAAAAAAAAaE/5tzHJWQ5MxE/S220/15-11-07_1802.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2011718975340212314.post-4050955205406442521</id><published>2008-03-04T17:42:00.000-08:00</published><updated>2008-03-06T15:03:08.275-08:00</updated><title type='text'>Salvador?</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;(Parte I)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Estava terminando mais uma petição a todo vapor em seu notebook, trabalhava incessantemente, quando bate à porta de seu escritório um sujeito esbaforido, descabelado, com alguns arranhões no rosto e algumas manchas vermelhas na camiseta amarela, que estava bem esgarçada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;- Pois não?!?!?&lt;br /&gt;- O senhor é o Doutor Salvador?&lt;br /&gt;- Sim, em que posso ajudá-lo?&lt;br /&gt;- Por obséquio, poderia primeiramente me oferecer um copo d´água, pois estou exausto como o senhor mesmo pode reparar, e, necessito, urgentemente contratar os seus serviços.&lt;br /&gt;- O copo d´água posso trazer, mas, me desculpe, não estou atendendo a esta hora, o escritório já fechou, apenas estou terminando um último trabalho e já estou indo para casa e...&lt;br /&gt;- Doutor, necessito muito de sua ajuda, estou desesperado... muito desesperado, é um caso urgente... por favor não tenho como recorrer a mais ninguém senão o senhor!!!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Pensou um pouco, viu que o homem estava realmente desesperado, algo lhe dizia que deveria ouvir a história que teria para contar...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;- Bom, um minuto que vou pegar a chave ok...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Dirigiu-se mesa, apanhou a chave, abriu a porta, levou o sujeito até sua sala pediu para que se sentasse, enquanto iria buscar o copo d´água.&lt;br /&gt;Não estava acostumado a fazer isso para seus clientes, porque quem o fazia era Lucélia, sua secretária, mas, como já se passava da meia da noite, assim o fez, com um pouco de receio, uma vez que nunca tinha visto o sujeito na vida.&lt;br /&gt;Entregou o copo ao homem que o bebeu como se tivesse acabado de chegar do Saara.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;- Pois não senhor, em que posso ser útil?&lt;br /&gt;- Doutor, acabo de cometer uma grande besteira... o senhor é criminalista né?&lt;br /&gt;- Sim, advogado especializado na área criminal... Que besteira o senhor andou fazendo?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;- Acabei de matar uma moça... foi... foi um ato impensado, eu... eu não queria, mas...ela me obrigou...olha o meu rosto doutor, foi ela quem fez isso (apontava o homem para todos os arranhões, quando começava a se exaltar)...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;- Acalme-se por favor, aqui o senhor está em segurança. Vou-lhe trazer mais um copo d´água e fazer algumas perguntas, ok?&lt;br /&gt;- Sim doutor, tudo bem.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Estava acostumado a lidar com criminosos e assassinos desde a época de faculdade (no escritório de prática jurídica da universidade) onde selecionava apenas as causas penais para estudar e defender. Achava o máximo esmiuçar a legislação em busca de brechas e falhas que pudessem ajudar seus clientes. Não só os colegas de classe, como seus professores, reconheciam-no como o melhor aluno de direito penal da faculdade.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Mais uma vez retornou com o copo e entregou ao homem.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;- Primeiro, gostaria de saber seu nome...&lt;br /&gt;- É Francisco da Costa Estrella...&lt;br /&gt;- Bom, Francisco, quantos anos o senhor tem? É casado? Solteiro? Trabalha?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;- Doutor, tenho 30 anos, sou solteiro, moro com a minha mãe, sou formado em engenharia civil e trabalho para algumas construtoras daqui da cidade, e algumas de outros estados... Doutor não se preocupe com dinheiro, tenho o suficiente e alguns bens também... eu quero contratar o senhor, porque sei que é o melhor na área...&lt;br /&gt;- Calma Francisco, conversamos sobre os honorários depois, agora preciso saber o que me traz o senhor aqui... certo?&lt;br /&gt;- Certo...&lt;br /&gt;- Gostaria que o senhor me contasse como tudo aconteceu. O que o senhor estava fazendo; onde ocorreu o crime; quem era a moça; se o senhor a conhecia; de que forma o senhor a matou, entendeu? Preciso saber de todos os fatos pormenorizadamente.&lt;br /&gt;- Entendi sim... bom...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;*** CONTINUA ***&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2011718975340212314-4050955205406442521?l=eleaga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eleaga.blogspot.com/feeds/4050955205406442521/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2011718975340212314&amp;postID=4050955205406442521' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2011718975340212314/posts/default/4050955205406442521'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2011718975340212314/posts/default/4050955205406442521'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eleaga.blogspot.com/2008/03/salavador.html' title='Salvador?'/><author><name>Èle Agà</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07464871509997132826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Lr2BNxWpshc/SqfCvL6LPuI/AAAAAAAAAaE/5tzHJWQ5MxE/S220/15-11-07_1802.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2011718975340212314.post-85503781936940058</id><published>2007-11-06T13:22:00.000-08:00</published><updated>2007-11-06T13:28:11.285-08:00</updated><title type='text'>Canção de Saudade</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Tudo de alegrias e de tristezas conheci&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Coisas do amor e do sofrer, eu já senti&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Nada me transforma a alegria de viver,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Ver a noite vir e sorrir, ao sol nascer,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Vivo esperando o novo dia,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Que irá trazer a luz, que sempre ficará !&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Cartola&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;PS: Ah Cartola! Sempre ele...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;na alegria e na saudade&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;na tristeza e na dor&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;não me canso da embriguez que me causa sua música e da ressaca que me causam seus versos!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;L.H. - 06.11.2007&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2011718975340212314-85503781936940058?l=eleaga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eleaga.blogspot.com/feeds/85503781936940058/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2011718975340212314&amp;postID=85503781936940058' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2011718975340212314/posts/default/85503781936940058'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2011718975340212314/posts/default/85503781936940058'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eleaga.blogspot.com/2007/11/cano-de-saudade.html' title='Canção de Saudade'/><author><name>Èle Agà</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07464871509997132826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Lr2BNxWpshc/SqfCvL6LPuI/AAAAAAAAAaE/5tzHJWQ5MxE/S220/15-11-07_1802.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2011718975340212314.post-5046516992363874661</id><published>2007-10-16T13:21:00.000-07:00</published><updated>2007-10-16T13:22:56.735-07:00</updated><title type='text'>Morno</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Não gosto dos certinhos&lt;br /&gt;E não gosto também dos errados&lt;br /&gt;Gosto do meio-termo&lt;br /&gt;Daquele que transgride sem machucar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os certinhos são muito chatos&lt;br /&gt;Os errados também&lt;br /&gt;Ambos são totalmente previsíveis&lt;br /&gt;Por isso gosto do meio-termo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os radicais são muito chatos&lt;br /&gt;Os liberais são muito relapsos&lt;br /&gt;Sempre batendo na mesma tecla&lt;br /&gt;Não mudam nunca de opinião&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As paixões ardentes são passageiras&lt;br /&gt;As contidas são demoradas&lt;br /&gt;Por isso gosto das paixões meio-termo&lt;br /&gt;São mais emocionantes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O quente demais queima&lt;br /&gt;O frio demais dói&lt;br /&gt;Os dois machucam&lt;br /&gt;Por isso gosto do morno um pouco quente um pouco frio&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Assim sigo andando em linha reta durante a semana&lt;br /&gt;E nos dias finais ando nos caminhos sinuosos&lt;br /&gt;Vou transgredindo sem ofender nem machucar&lt;br /&gt;Só para não me esquecer de que a vida&lt;br /&gt;Sem o meio-termo fica muito previsível.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="right"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;L.H.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="right"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;16.10.07&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2011718975340212314-5046516992363874661?l=eleaga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eleaga.blogspot.com/feeds/5046516992363874661/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2011718975340212314&amp;postID=5046516992363874661' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2011718975340212314/posts/default/5046516992363874661'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2011718975340212314/posts/default/5046516992363874661'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eleaga.blogspot.com/2007/10/morno.html' title='Morno'/><author><name>Èle Agà</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07464871509997132826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Lr2BNxWpshc/SqfCvL6LPuI/AAAAAAAAAaE/5tzHJWQ5MxE/S220/15-11-07_1802.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2011718975340212314.post-3256884210163556861</id><published>2007-09-26T16:52:00.000-07:00</published><updated>2007-09-26T16:57:43.866-07:00</updated><title type='text'>Título em MAIÚSCULO</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Duas consoantes, de um nome próprio composto (um sujeito), sentiam-se minúsculas.&lt;br /&gt;minúsculas por serem sozinhas.&lt;br /&gt;minúsculas por não terem com quem completar uma frase.&lt;br /&gt;minúsculas por não terem adjetivos.&lt;br /&gt;minúsculas por não terem verbo.&lt;br /&gt;E de parágrafo à parágrafo, de verbo em verbo, de predicados em predicados, estavam sempre em busca daquilo que faltava para completar sua frase.&lt;br /&gt;Encontraram, por esses caminhos, uma consoante, Maiúscula, de um nome próprio simples, que chegou toda cheia de predicados, procurando um sujeito. Nada mais apropriado. Tantos predicados assim, e o sujeito concordando com todos eles! &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Assim, suas consoantes passaram a se sentir Maiúsculas.&lt;br /&gt;E foram-se 4 parágrafos de estórias, na verdade, quase 5. Só que estava próximo um ponto final. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;É! Um ponto final!&lt;br /&gt;O sujeito percebeu que aqueles predicados não eram tão predicados assim e resolveu por um ponto final nessa estória. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E assim o fez!&lt;br /&gt;Depois do ponto final, mesmo depois do ponto final, o sujeito voltou a ter suas consoantes minúsculas, não pelas faltas pretéritas, mas sim pela tristeza de ter vivido uma estória, na maioria de seus parágrafos, triste.&lt;br /&gt;Mas o sujeito não desistiu, encontrou novamente uma consoante, de um nome próprio. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Só que, desta vez, minúscula. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Por serem minúsculas, essas consoantes começaram a viver frases e mais frases, tornando-se Maiúsculas. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;No entanto, o sujeito viu que com essa consoante minúscula as frases formadas não tinham sentido, quiçá virariam um parágrafo! &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E assim aconteceu, antes de terminarem um parágrafo, o sujeito pôs um ponto final na frase.&lt;br /&gt;Minúsculo voltou a ser.&lt;br /&gt;Só que ele não desistia, e, nas viradas de páginas, encontrou uma vogal, Maiúscula. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Uma linda vogal maiúscula, de nome próprio. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Diante de tal vislumbramento, apareceu, para o sujeito, um verbo!&lt;br /&gt;Um verbo com o qual concordou! Suas consoantes estavam mais Maiúsculas do que nunca antes escrito.&lt;br /&gt;No entanto, no meio da frase, ele percebeu que a vogal não concordara com o verbo surgido e, por ironia do destino, foi ela quem colocou o ponto final na frase.&lt;br /&gt;O sujeito, então, sentiu-se mais minúsculo do que nunca antes escrito!&lt;br /&gt;Passou, então, a escrever suas próprias frases com seus próprios verbos e predicados. Não esperava mais encontrar nenhuma vogal, nem nenhuma consoante para com ela continuar uma estória.&lt;br /&gt;E, ao terminar uma de suas várias estórias percebeu que não colocaria mais um ponto final, colocaria sempre uma vírgula. Sempre uma vírgula, até a tinta acabar.&lt;br /&gt;Não preocupou-se mais em estar minúsculo, tornar-se-ia Maiúsculo a partir do momento em que fosse colocado como título de sua estória, e isto, para si, já bastava.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;L.H.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;26.09.2007&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2011718975340212314-3256884210163556861?l=eleaga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eleaga.blogspot.com/feeds/3256884210163556861/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2011718975340212314&amp;postID=3256884210163556861' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2011718975340212314/posts/default/3256884210163556861'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2011718975340212314/posts/default/3256884210163556861'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eleaga.blogspot.com/2007/09/ttulo-em-maisculo.html' title='Título em MAIÚSCULO'/><author><name>Èle Agà</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07464871509997132826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Lr2BNxWpshc/SqfCvL6LPuI/AAAAAAAAAaE/5tzHJWQ5MxE/S220/15-11-07_1802.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2011718975340212314.post-8203200038148748139</id><published>2007-09-24T06:41:00.000-07:00</published><updated>2007-09-24T06:42:47.609-07:00</updated><title type='text'>ESPINHAS</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Os lábios uniram-se num ímpeto voraz, as mãos passeavam pelos corpos sentindo toda a energia que emanava da pele suada. Agarrou-a pelos cabelos, próximos da nuca e começou a beijar-lhe o pescoço, com leves mordidas que não deixavam marcas. Ela arranhava suas costas, mostrando-lhe todo o seu desejo. Os corpos nus suados esfregavam-se num movimento compassado, e, ele, começou-lhe a beijar os seios, enquanto passeava a mão por todo o seu corpo. Sua barba, por fazer, deixava-a toda arrepiada, e aumentava, ainda mais o seu desejo. Jogou-a na cama, beijou-lhe até o umbigo, mordendo sua barriga de vem em quando. Ela já não pensava em mais nada, apenas aguardava o momento ansiosa. Ele começou a desabotoar sua calça...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- TOC TOC TOC ... Juninho, quer sair do banheiro por favor? Seu pai tá querendo tomar banho!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tá mãe... to saindo já...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Alfredo Luís Júnior! O senhor está aí há mais de 40 minutos! Saia daí nesse minuto, senão vou pegar a cópia da chave e abrir....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pronto Dona Eulália já desliguei o chuveiro... só estou me enxugando...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Essa juventude de hoje acha que água não custa dinheiro...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tá bom mãe... já desliguei o chuveiro caramba...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;24/09/2007&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;L.H.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2011718975340212314-8203200038148748139?l=eleaga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eleaga.blogspot.com/feeds/8203200038148748139/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2011718975340212314&amp;postID=8203200038148748139' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2011718975340212314/posts/default/8203200038148748139'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2011718975340212314/posts/default/8203200038148748139'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eleaga.blogspot.com/2007/09/espinhas.html' title='ESPINHAS'/><author><name>Èle Agà</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07464871509997132826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Lr2BNxWpshc/SqfCvL6LPuI/AAAAAAAAAaE/5tzHJWQ5MxE/S220/15-11-07_1802.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2011718975340212314.post-4072588196996802711</id><published>2007-09-21T12:57:00.000-07:00</published><updated>2007-09-21T13:00:18.833-07:00</updated><title type='text'>Felizes para sempre</title><content type='html'>Era uma vez um rapaz e uma moça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia o rapaz chegou para a moça e disse&lt;br /&gt;- Quer casar comigo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela respondeu:&lt;br /&gt;- Não!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim viveram felizes para sempre.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2011718975340212314-4072588196996802711?l=eleaga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eleaga.blogspot.com/feeds/4072588196996802711/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2011718975340212314&amp;postID=4072588196996802711' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2011718975340212314/posts/default/4072588196996802711'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2011718975340212314/posts/default/4072588196996802711'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eleaga.blogspot.com/2007/09/felizes-para-sempre.html' title='Felizes para sempre'/><author><name>Èle Agà</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07464871509997132826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Lr2BNxWpshc/SqfCvL6LPuI/AAAAAAAAAaE/5tzHJWQ5MxE/S220/15-11-07_1802.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2011718975340212314.post-8609810972072137865</id><published>2007-09-17T13:20:00.000-07:00</published><updated>2007-09-17T13:24:45.669-07:00</updated><title type='text'>SETEMBRO</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Parou na cozinha para tomar um copo d´água, olhou para a folinha:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“É, setembro chegou. Apenas 3 meses para o ano ir embora. Como esse tempo passa rápido. Peloamordedeus.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Putz! Já to com 30 e parece que foi ontem que eu saí da faculdade.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Subiu ao quarto, deitou na cama desarrumada, era domingo, dia de descanso da empregada, olhou para o ventilador do teto que começara a girar e começou a chorar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percebeu que toda aquela energia dos 20 e poucos tinha se esvaído, esqueceu das coisas que lhe davam prazer. Esqueceu não, renunciou ao que lhe dava prazer. Todos diziam que devia esquecer essas bobeiras da juventude e se dedicar à algo que lhe desse um futuro. Mas ele tinha chegado nesse futuro e não se sentia satisfeito. Percebeu que virara um escravo do imperativo categórico: Trabalhe – Ganhe dinheiro – Constitua família. Mas não conseguiu atingir esse objetivo. Trabalhava bastante, umas 10, 12 horas por dia, dinheiro não lhe faltava, mas não sobrava muito também, porém, constituir família parecia um objetivo inalcançável. Não se acertou com nenhuma das namoradas. Todas lhe pareciam fúteis e superficiais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percebeu o quanto estava infeliz. Toda a sua juventude havia passado sem deixar marcas. Quis voltar no tempo e viver tudo o que deixou de viver. Mas, agora não havia mais como. Viver a vida de um jovem de 20 na pele de um homem de 30 seria impossível. Impossível talvez não, porém, ridículo seria.&lt;br /&gt;Só agora tinha se dado conta do quão breve a vida é. Revoltou-se porque até hoje ninguém tinha lhe dito para aproveitar a vida, mesmo que fosse por apenas alguns instantes. Era apenas: trabalhe, arranje um bom emprego. E, assim, ele o fez, mas e a recompensa por isso? A recompensa por tanto esforço era aquela tristeza. Apenas sua tristeza, de mais ninguém. Sua mãe era toda orgulho, tinha um filho com um cargo importante e que ganhava muito bem, seu pai estufava o peito quando andava ao seu lado, o filho era um belo de um juiz. Mas ele se sentia infeliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele não era nada além de um Juiz. Chegava em casa, tirava o terno, colocava uma bermuda, e lá estava o ser humano. Um ser humano sem histórias para contar. Um ser humano sem cor diante da vida. Claro que não deixava de ter cor quando atuava em sua profissão. Tinha plena consciência de sua importância para a população. Mas a sua história de vida baseava-se apenas no julgamento de casos, dos mais variados tipos. Só isso. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O seu curriculum vitae, diante da vida, estava incólume, continha apenas seu nome, profissão, endereço e idade, mais nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cansou de ficar deitado, sentou na cama, enxugou as lágrimas, foi ao espelho, lavou o rosto e perguntou a si mesmo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Como serão os meus próximos 30? Será que chegarão sem avisar como este setembro?”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;17.09.2007&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;L.H.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2011718975340212314-8609810972072137865?l=eleaga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eleaga.blogspot.com/feeds/8609810972072137865/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2011718975340212314&amp;postID=8609810972072137865' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2011718975340212314/posts/default/8609810972072137865'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2011718975340212314/posts/default/8609810972072137865'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eleaga.blogspot.com/2007/09/setembro.html' title='SETEMBRO'/><author><name>Èle Agà</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07464871509997132826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Lr2BNxWpshc/SqfCvL6LPuI/AAAAAAAAAaE/5tzHJWQ5MxE/S220/15-11-07_1802.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2011718975340212314.post-5758981896627334391</id><published>2007-09-08T11:42:00.000-07:00</published><updated>2007-09-08T11:46:01.394-07:00</updated><title type='text'>Um pequeno imprevisto</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Eu quis querer o que o vento não leva&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Prá que o vento só levasse o que eu não quero&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Eu quis amar o que o tempo não muda&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Prá que quem eu amo não mudasse nunca&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Eu quis prever o futuro, consertar o passado&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Calculando os riscos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Bem devagar, ponderado&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Perfeitamente equilibrado&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Até que num dia qualquer&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Eu vi que alguma coisa mudara&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Trocaram os nomes das ruas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E as pessoas tinham outras caras&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;No céu havia nove luas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E nunca mais encontrei minha casa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;No céu havia nove luas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E nunca mais encontrei minha casa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Thedy Correia - Herbert Vianna&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2011718975340212314-5758981896627334391?l=eleaga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eleaga.blogspot.com/feeds/5758981896627334391/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2011718975340212314&amp;postID=5758981896627334391' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2011718975340212314/posts/default/5758981896627334391'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2011718975340212314/posts/default/5758981896627334391'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eleaga.blogspot.com/2007/09/um-pequeno-imprevisto.html' title='Um pequeno imprevisto'/><author><name>Èle Agà</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07464871509997132826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Lr2BNxWpshc/SqfCvL6LPuI/AAAAAAAAAaE/5tzHJWQ5MxE/S220/15-11-07_1802.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2011718975340212314.post-6501630256347276818</id><published>2007-08-31T14:15:00.000-07:00</published><updated>2007-08-31T14:16:36.711-07:00</updated><title type='text'>O Anti-herói</title><content type='html'>Acabara de sair do trabalho, já passavam das sete e meia da noite.&lt;br /&gt;Dirigiu-se ao estacionamento, desceu até o primeiro subsolo, seu veículo sempre na mesma vaga.&lt;br /&gt;Não costuma correr, estava indo para casa mesmo, sempre saía muito estafado do serviço, correr seria um perigo!&lt;br /&gt;Andava na média dos 40, 50 quilômetros, raramente ultrapassava essa velocidade, muito raramente.&lt;br /&gt;Passou pela cancela do estacionamento, adentrou à Rua Mato Grosso e seguiu.&lt;br /&gt;Virou à esquerda, na Rua Sergipe, e continuou seu caminho.&lt;br /&gt;Durante o trajeto, foi pensando na vida que estava levando, no trabalho, nos amores que viveu, nos amigos que havia feito, foi quando percebeu que nunca, em toda sua existência havia feito algo demasiadamente errado.&lt;br /&gt;Sempre era muito sincero com todos, os amigos o admiravam, era um cara engraçado, bacana, com uma conversa agradável.&lt;br /&gt;Em casa era adorado por boa parte da família, o exemplo. No trabalho, apesar da pouca idade, era um homem respeitado pelo seu caráter e conduta ilibada.&lt;br /&gt;Apesar de tudo, sempre teve uma queda pela transgressão, mas, nunca deixava essa vontade aflorar.&lt;br /&gt;Sempre foi-lhe reprimida, talvez pela responsabilidade que aprendeu a ter desde moleque.&lt;br /&gt;Mas hoje, logo hoje, esse ímpeto reprimido estava lhe incomodando. Ele sempre controlou fácil essa necessidade.&lt;br /&gt;Mas hoje era diferente.&lt;br /&gt;Ele sempre se sentiu diferente de todos os amigos, dos irmãos, dos primos, todos o olhavam como o ser humano ideal, o PERFEITO.&lt;br /&gt;E isso o incomodava. Mas também nunca havia dito nada a ninguém, nem a si mesmo, apenas aceitava essa condição, e nada fazia para ultrapassar essa linha da razão.&lt;br /&gt;Ele não queria mais ser o perfeito, queria ser igual, queria poder errar sem se sentir culpado, queria poder largar a louça suja na pia, poder mijar na tampa da privada e largar lá sem limpar, beber até cair, afinal de contas nunca tinha tomado um porre na vida. Queria na verdade é sentir a brisa da liberdade bater em seu rosto. Deixar pra trás essa mochila pesada da responsabilidade.&lt;br /&gt;Chegando ao final da rua Sergipe, virou à esquerda na J.K., como sempre fez.&lt;br /&gt;Pela J.K. pensou, “chega de fazer tudo igual”, “vou começar mudando de caminho”, e assim o fez, ao invés de descer à Rua Alagoas, desceu a Pará.&lt;br /&gt;Ao dobrar a esquina, com toda atenção desviada para seus pensamentos, não percebeu e acabou por atropelar um cachorro, um vira-latas pequeno, daqueles marronzinhos, com o rabo comprido. Só ouviu os ganidos de dor e o barulho da freada.&lt;br /&gt;Desesperado, parou o carro no meio da rua mesmo, desceu e foi olhar o cachorro.&lt;br /&gt;Meu Deus, nunca na vida havia matado um animal, muito menos feito mal à algum, sentiu remorso pelo ocorrido, sentia-se mal, muito mal mesmo. Onde estava com a cabeça?&lt;br /&gt;Chegou mais perto, e percebeu que o cachorro ainda estava vivo, respirando.&lt;br /&gt;Olhou para os lados, não havia ninguém. Ninguém tinha presenciado o atropelamento, apenas uma residência ali havia, com todas as luzes apagadas e sem carro na garagem, o resto eram prédios comerciais, sem vigias noturnos e sem porteiros. Nenhum transeunte, ninguém mesmo.&lt;br /&gt;Prostrado ali na frente do cachorro, que agora estava agonizando, não teve outra atitude senão a de colocá-lo dentro do carro, levando-o até i hospital veterinário.&lt;br /&gt;Chegando, conversou com o estagiário que lhe explicou que não era nada muito grave, o carro não havia passado por cima dele, o que seria fatal pelo porte do animal.&lt;br /&gt;Não entendeu muito bem o que aconteceu, o que importava é que o cachorro estava vivo e iria ficar bem.&lt;br /&gt;Deixou o pequeno animal aos cuidados do pessoal e voltou para sua casa, sem pensar em nada.&lt;br /&gt;Nas semanas que se passavam, ia visitar todo dia seu mais novo amigo. Até que teve alta médica.&lt;br /&gt;Agora poderia voltar para casa. Como tinha achado o cachorro na rua mesmo, não deveria ter para onde ir, foi até uma pet shop, comprou ração, uma casinha, uns brinquedos e o levou para sua casa.&lt;br /&gt;E assim seguiram-se os meses, toda família já estava acostumada com o novo membro, os sobrinhos adoravam brincar com o “marronzinho”.&lt;br /&gt;Não havia mais tido aqueles pensamentos que tivera no dia do atropelamento. Tudo estava como antes. Nada havia sido alterado. A mesma rotina de sempre.&lt;br /&gt;Na volta para casa, num dia qualquer depois do trabalho, resolveu alterar seu trajeto novamente, e descer de novo a Rua Pará, dessa vez mais devagar e com mais atenção.&lt;br /&gt;Foi quando notou, em cima do portão da casa, aquela mesma casa que meses atrás estava com todas as luzes apagadas, uma faixa com os seguintes dizeres – CÃO DESAPARECIDO – Atende pelo nome de Tóin! Criança doente! Gratifica-se! – ao lado dos dizeres tinha a foto do marronzinho.&lt;br /&gt;Neste momento sentiu um nó na garganta, daquele bem seco, de fazer perder os sentidos e estacionou o carro bem em frente à casa, só que do outro lado da rua.&lt;br /&gt;Recobrou a consciência, e percebeu, agarrado no portão, um menininho loirinho, chorando, e chamando por Tóin. Percebeu também que o vão das grades do portão eram espaçados, e, possivelmente, por ali o cachorro teria  escapado.&lt;br /&gt;Fez uma menção de sair do carro para conversar com o menino, mas achou melhor não.&lt;br /&gt;Seguiu seu caminho, chegando em casa, ninguém estava, somente o marronzinho lhe recebia abanando o rabo.&lt;br /&gt;Chamou-o pelo nome de Tóin, e o mesmo prontamente atendeu, com latidos e pulos. Havia pegado muito amor no bichinho, e parecia que era recíproco.&lt;br /&gt;Teve dúvidas, mas mesmo assim colocou o cachorro no carro e rumou para a casa do menininho.&lt;br /&gt;Chegando, viu que o menino não estava mais no portão. Tocou a campainha, e logo um senhor de idade, alto, cabelos bem brancos, quase um albino, abriu.a porta e disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois não?&lt;br /&gt;Oi, eu tava passando por aqui e vi essa faixa do cachorro desaparecido...&lt;br /&gt;Sim?&lt;br /&gt;Acho que eu encontrei o Tóin...acho que é ele...&lt;br /&gt;Onde está? – o velho disse, esboçando um sorriso largo no rosto&lt;br /&gt;Tá aqui no carro... ele apareceu em casa fazem uns dois dias, estava com muita sede e fome, fedendo à carniça, peguei dei um bom banho, água e comida...&lt;br /&gt;Nesse momento o Tóin salta pela janela do carro e corre em direção ao portão, entra pelo vão e salta, latindo, nos braços do velho.&lt;br /&gt;Ora se não é o Tóin (os olhos do velho encheram-se de lágrimas)...mas você está bem tratado hein mocinho – dizia enquanto levava várias lambidas no rosto e na boca. Muito obrigado por você ter cuidado dele viu, meu netinho estava muito, muito triste esse tempo todo. Acredita que nem na escola ele queria ir mais? Ficava horas e horas nesse portão chamando pelo danadinho aqui...&lt;br /&gt;Eu posso imaginar senhor...&lt;br /&gt;Nós saímos um dia, já fazem alguns meses, para buscar meu netinho numa festinha de aniversário, e quando voltamos o Tóin não estava mais aqui. Ele entrou em desespero, imagine, o menino queria levar o cachorro para a festa de aniversário (gargalhou), eles são unha e carne. Ah! Espere só um minuto sim, já venho (a medida que o velho ia para dentro da casa ouvia-se os gritos de felicidade do menininho e de mais algumas pessoas, seguidas de gostosas risadas e latidos).&lt;br /&gt;Voltando, o velho disse:&lt;br /&gt;Rapaz, muito obrigado pelo que você fez viu, pode ter certeza que ajudou muito uma família, uma criança. Como tinha colocado no cartaz, ta aqui o cheque da gratificação.&lt;br /&gt;Obrigado senhor, eu agradeço muito...&lt;br /&gt;Que nada meu bom moço, não precisa agradecer...eu é que tenho que te agradecer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saiu da casa, entrou no carro, olhou o cheque, o valor era bom, muito bom, quase o seu salário inteiro, “é realmente o pessoal gostava mesmo do Tóin” pensou.&lt;br /&gt;A partir daí não pensou em mais nada, apenas sorriu aliviado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;LH.&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;31/08/2007&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2011718975340212314-6501630256347276818?l=eleaga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eleaga.blogspot.com/feeds/6501630256347276818/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2011718975340212314&amp;postID=6501630256347276818' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2011718975340212314/posts/default/6501630256347276818'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2011718975340212314/posts/default/6501630256347276818'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eleaga.blogspot.com/2007/08/o-anti-heri.html' title='O Anti-herói'/><author><name>Èle Agà</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07464871509997132826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Lr2BNxWpshc/SqfCvL6LPuI/AAAAAAAAAaE/5tzHJWQ5MxE/S220/15-11-07_1802.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2011718975340212314.post-4713520333647750428</id><published>2007-08-29T07:28:00.000-07:00</published><updated>2007-08-29T07:31:35.953-07:00</updated><title type='text'>E daí?</title><content type='html'>Tenho nos olhos quimeras&lt;br /&gt;Com brilho de trinta velas&lt;br /&gt;Do sexo pulam sementes&lt;br /&gt;Explodindo locomotivas&lt;br /&gt;Tenho os intestinos roucos&lt;br /&gt;Num rosário de lombrigas&lt;br /&gt;Os meus músculos são poucos&lt;br /&gt;Pra essa rede de intrigas&lt;br /&gt;Meus gritos afro-latinos&lt;br /&gt;Implodem, rasgam, esganam&lt;br /&gt;E nos meus dedos dormidos&lt;br /&gt;A lua das unhas ganem&lt;br /&gt;E daí?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu sangue de mangue sujo&lt;br /&gt;Sobe a custo, a contragosto&lt;br /&gt;E tudo aquilo que fujo&lt;br /&gt;Tirou prêmio, aval e posto&lt;br /&gt;Entre hinos e chicanas&lt;br /&gt;Entre dentes, entre dedos&lt;br /&gt;No meio destas bananas&lt;br /&gt;Os meus ódios e os meus medos&lt;br /&gt;E daí?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Iguarias na baixela&lt;br /&gt;Vinhos finos nesse odre&lt;br /&gt;E nessa dor que me pela&lt;br /&gt;Só meu ódio não é podre&lt;br /&gt;Tenho séculos de espera&lt;br /&gt;Nas contas da minha costela&lt;br /&gt;Tenho nos olhos quimeras&lt;br /&gt;Com brilho de trinta velas&lt;br /&gt;E daí?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt; Milton Nascimento e Ruy Guerra&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2011718975340212314-4713520333647750428?l=eleaga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eleaga.blogspot.com/feeds/4713520333647750428/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2011718975340212314&amp;postID=4713520333647750428' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2011718975340212314/posts/default/4713520333647750428'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2011718975340212314/posts/default/4713520333647750428'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eleaga.blogspot.com/2007/08/e-da.html' title='E daí?'/><author><name>Èle Agà</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07464871509997132826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Lr2BNxWpshc/SqfCvL6LPuI/AAAAAAAAAaE/5tzHJWQ5MxE/S220/15-11-07_1802.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2011718975340212314.post-2922762575052920513</id><published>2007-08-27T05:21:00.000-07:00</published><updated>2007-08-27T05:24:11.467-07:00</updated><title type='text'>Sara sim</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Sara&lt;br /&gt;Tanta coisa já se passou...&lt;br /&gt;Amores, fotografias, filmes e novelas...&lt;br /&gt;Domingos, sábados, feriados, verões, carnavais...&lt;br /&gt;Até aquilo que achavam que não ia passar... passou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo passa... assim como tudo sara.&lt;br /&gt;É Sara! Tudo sara!&lt;br /&gt;sara sarando... sara passando...&lt;br /&gt;Mas sara!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez não agora... talvez não lá fora...&lt;br /&gt;sara aqui dentro... sara depois...&lt;br /&gt;Quem sabe em 10 anos&lt;br /&gt;Quem sabe em 2&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez sare com reza braba&lt;br /&gt;Talvez, sare com magia&lt;br /&gt;Ou quem sabe até com terapia&lt;br /&gt;Mas sara!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sara aqui... sara ali... sara prá lá&lt;br /&gt;cicatriza a ferida, aquela coisa doída&lt;br /&gt;mesmo estando toda dolorida&lt;br /&gt;sara. Mas, não já!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sara para todo mundo&lt;br /&gt;Para todo mundo, Sara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, não diga mais: não sara.&lt;br /&gt;Diga sim, Sara!&lt;br /&gt;sara sim, eu sei que sara!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De agora em diante&lt;br /&gt;Vai por mim, sim?&lt;br /&gt;Sara sim!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;LH.&lt;br /&gt;24/08/2007&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2011718975340212314-2922762575052920513?l=eleaga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eleaga.blogspot.com/feeds/2922762575052920513/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2011718975340212314&amp;postID=2922762575052920513' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2011718975340212314/posts/default/2922762575052920513'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2011718975340212314/posts/default/2922762575052920513'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eleaga.blogspot.com/2007/08/sara-sim.html' title='Sara sim'/><author><name>Èle Agà</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07464871509997132826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Lr2BNxWpshc/SqfCvL6LPuI/AAAAAAAAAaE/5tzHJWQ5MxE/S220/15-11-07_1802.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2011718975340212314.post-369818817413732571</id><published>2007-08-24T07:20:00.000-07:00</published><updated>2007-08-24T07:23:20.035-07:00</updated><title type='text'>A razão... Há razão??</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;Quando te encontro, assim, depois de tanto tempo, me pergunto: por que? Qual o porquê desse encontro desencontrado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje não consigo entender qual o motivo que uniu nossas vidas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você continua linda como a primeira vez que te vi, mas, agora é diferente! Aquele sorriso, mesmo sendo falso, aliviava meu peito por eu achar verdadeiro. Aquela voz gostosa, o som saindo meio sem querer sair da boca. Aquele gesto suave, tão frágil, que se fizesse um movimento brusco parecia que você iria se quebrar toda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse encontro desencontrado me trouxe lembranças boas. Apesar de serem poucas, foram marcantes!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, mesmo com tudo isso, ainda continuo a pensar: por que?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe mesmo uma razão para os encontros da vida?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como eternizou o poetinha, a vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro pela vida. Lendo isso, paro, penso. Nossas vidas desencontradas encontraram-se para novamente se desencontrar. E por qual motivo???? A razão de não se ter razão?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;O que acrescentastes na minha vida? Nada!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que acrescentei na sua? Não sei... Sei lá... Você nunca me disse e eu também nunca perguntei... Mas, ainda acho que você me deve alguns meses de minha vida... É ... ´xá prá lá ....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só sei que esse encontro de hoje foi despretensioso como o primeiro. Tudo foi igual – um local que costumeiramente freqüentamos, você continua linda, o sorriso idem, a voz ibidem, os gestos... Acho que só a razão não foi a mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, peraí, que razão???&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[...]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É, até a razão foi igual!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;LH.&lt;br /&gt;23/08/2007&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2011718975340212314-369818817413732571?l=eleaga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eleaga.blogspot.com/feeds/369818817413732571/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2011718975340212314&amp;postID=369818817413732571' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2011718975340212314/posts/default/369818817413732571'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2011718975340212314/posts/default/369818817413732571'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eleaga.blogspot.com/2007/08/razo-h-razo.html' title='A razão... Há razão??'/><author><name>Èle Agà</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07464871509997132826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Lr2BNxWpshc/SqfCvL6LPuI/AAAAAAAAAaE/5tzHJWQ5MxE/S220/15-11-07_1802.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2011718975340212314.post-2530070506803147852</id><published>2007-08-23T14:03:00.002-07:00</published><updated>2007-08-23T14:06:36.153-07:00</updated><title type='text'>O Zero</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Sim, talvez eu seja aquele que tornará seus dias mais azuis, suas tardes mais amenas e suas noites inesquecíveis.&lt;br /&gt;No entanto, talvez você prefira viver os dias cinzentos, as tardes atordoadas e as noites superficiais.&lt;br /&gt;Mas, haverá um momento na vida em que a alegria efêmera será incômoda, e a ânsia por momentos perpétuos será incessante. E neste momento se lembrará de meus desejos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, quem sou eu para dizer que teus dias são cinzentos, tuas tardes atordoadas e suas noites totalmente superficiais?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desculpe!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É que eu, na minha vã imaginação, fico a delirar, vislumbrando que poderias ser muito mais amada ao meu lado.&lt;br /&gt;E nesse momento cometo um ledo engano, pois, esqueço, quando te vejo, que o amor não é feito apenas de um sentimento, é feito de dois, que somados se tornam um, e diminuídos, nenhum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, se dois menos um é zero, talvez eu seja o zero!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;LH.&lt;br /&gt;16/08/2007&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2011718975340212314-2530070506803147852?l=eleaga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eleaga.blogspot.com/feeds/2530070506803147852/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2011718975340212314&amp;postID=2530070506803147852' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2011718975340212314/posts/default/2530070506803147852'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2011718975340212314/posts/default/2530070506803147852'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eleaga.blogspot.com/2007/08/o-zero.html' title='O Zero'/><author><name>Èle Agà</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07464871509997132826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Lr2BNxWpshc/SqfCvL6LPuI/AAAAAAAAAaE/5tzHJWQ5MxE/S220/15-11-07_1802.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
